Duas imagens valem mais do que mil palavras. Está aqui explicada a fórmula mágica com que um grupo da sociedade, sem trabalho de ganhar eleições, pode aproveitar habilmente de mais uma falha da democracia para mandar num país, sem qualquer risco para si próprio.
Isto é uma hipótese académica? Uma teoria?
Não! É uma tese já bem experiemntada e com sucesso garantido.
De escuta em escuta, abre-se uma rede sem limites que pode sempre crescer até apanhar seja quem for que tenha algum interesse. Teoricamente pode chegar a cada um de nós.
Porque é que em democracia, sobre assuntos que têm implicação na nossa vida diária, toma-se como razão a escolha baseada no maior número de pessoas a pensar dessa maneira. Nada garante que a terra gire à volta da lua só porque um maior número de pessoas pense que isso acontece assim. Aliás, pela lei das probabilidades, as ideias novas e boas são conhecidas por menos gente do que as ideias antigas. Portanto, se a verdade fosse sempre a da maioria, o conhecimento não avançava. Os génios e pessoas excepcionalmente inteligentes são sempre um acaso raro.
Então estamos num sistema viciado! E estamos realmente. O pior é que em política não se encontrou ainda um sistema melhor. Melhor seria certamente a ditadura de um iluminado. Mas quem é que escolhe a decide quem é o iluminado? Nada a fazer portanto.
Parece então que o melhor é dar cultura às pessoas para que melhor façam as suas escolhas e seja então a maioria a tomar as melhores decisões.
Mas também esta linda teoria falhou em Portugal.
No Concelho onde há mais licenciados e "gente culta" em Portugal - Concelho de Oeiras, o povo escolheu para seu governante local (Isaltino Morais), um condenado por fraude e enriquecimento ilícito (tudo bem provado), enquanto que em Felgueiras uma população maioritariamente com pouco mais do que a quarta classe, expulsou uma dirigente (Fátima Felgueiras), com evidentes suspeitas de comportamentos reprováveis.
Responda quem souber! Eu cá estou para tentar perceber o que está mal neste sistema.

O e-mail que apareceu no jornal DN era do jornal Público, mas Ca-vaco deu a entender que tinha sido tirado do seu computador pessoal. É certo uma coisa que disse. "Não é ingénuo". Mas nós também não somos.
De “o Jumento”
…
Um Presidente da República digno do cargo não faz conjecturas, nem transforma as suas opiniões, dúvidas ou suspeições em declarações, é para isso que foi eleito, é por isso que fala enquanto Presidente da República. Se acha que pode dizer opiniões pessoais nada o impediria de dizer na comunicação oficial a opinião da Dona Maria ou do seu genro Montês. De um Presidente esperam-se provas e factos.
…
É curioso como para Cavaco Silva as declarações políticas de deputados eleitos pelos portugueses são condenáveis e as insinuações dos seus assessores, lançando acusações graves sobre um primeiro-ministro não são crime.
O que Cavaco disse em plena campanha eleitoral é que as questões de segurança são importantes e ia fazer perguntas depois das legislativas. Afinal perguntou a especialistas em informática aquilo que qualquer criança que tenha o Magalhães já sabe! – Os computadores ligados à internet são vulneráveis.
… www.jumento.blogspot.com/
30 Setembro 2009
O jornal “O Público” e o seu directorzinho José Manuel Fernandes, que tanto atacaram Sócrates durante os últimos dois anos, afinal sempre tinham uma agenda secreta para criar factos jornalísticos. Veja-se como o castelo de cartas ruiu de um momento para o outro.
'E-mail' denuncia que Fernando Lima, assessor de Cavaco, entregou ao 'Público' um 'dossier' sobre as suspeitas de espionagem do Governo a Belém.
As suspeitas de escutas por parte do gabinete do primeiro-ministro à Presidência da República foram levantadas por Fernando Lima, assessor de imprensa e homem de confiança de Cavaco Silva. Lima terá, segundo documentos a que o DN teve acesso, procurado o jornalista do Público Luciano Alvarez, segundo este último, em nome do próprio Presidente.
Num encontro, que terá decorrido em Abril de 2008, "num café discreto da Av. de Roma", o assessor de Belém entregou a Luciano Alvarez um dossier sobre Rui Paulo de Figueiredo, adjunto jurídico de José Sócrates, cujo comportamento levantou suspeitas aquando da visita de Cavaco Silva à Madeira. Lima estaria convencido que este adjunto de Sócrates integrou a comitiva para "observar, o mais dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do staff presidencial".
Todas estas informações constam de um e-mail enviado por Alvarez ao correspondente na Madeira, Tolentino de Nóbrega, no qual relata o encontro com Fernando Lima e sugere que até seria bom que a história viesse da Madeira, para que o ónus não recaísse sobre a Presidência:
dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx
Texto integral do e-mail comprometedor para o acessor do presidente e para o jornal “O Público, mas esclarecedor para todos nós:
dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx
Correio da Manhã
12 Setembro 2009 - 09h00
Coisas do Circo
O jornal da 'patroa'
A direcção da TVI foi substituída porque pactuou com as diatribes da ‘patroa’ Manuela Moura Guedes.
…
O que a Administração da TVI fez foi pronunciar-se sobre o modelo de jornal realizado por Moura Guedes, anotar os efeitos nefastos que esse trabalho tinha na imagem da estação e somar os prejuízos elevados decorrentes desse exercício.
É preciso que se saiba que a TVI era processada, com bastante frequência, por pessoas que se sentiam injustamente visadas por aquele jornal que sistematicamente mandava às urtigas o Estatuto do Jornalista e outras leis bem como os códigos profissionais. A TVI tem dezenas de processos reclamando indemnizações vultuosas por abuso da liberdade de imprensa e outras violações. O que a Administração fez foi um acto de boa gestão ao não autorizar o regresso à antena do ‘jornal fora da lei’.
Artigo de Emídio Rangel
Donald Rumsfeld, ele mesmo.
Que interesses económicos se movem por detrás da gripe ? Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de mais de 10 milhões de pessoas a cada ano. Agora que apareceu esta famosa gripe, com a qual morreram umas centenas de pessoas, os noticiários mundiais inundaram-nos de notícias... Uma epidemia, a mais perigosa de todas... Uma Pandemia! Blá, blá, blá
No Mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vítimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.
No Mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarreia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 cêntimos.
Só se fala da terrífica enfermidade.
Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe?
Porque atrás desta histeria colectiva está a milionária indústria farmacêutica. A Roche com o seu famoso Tamiflú(R) vende milhões de doses, ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia. Ainda resta saber se não foram mesmo as empresas farmaceuticas a deixar escapar o vírus, criado em laboratório ?????????? Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtêm milhões de dólares de lucro. Uma embalagem de 10 cápsulas custa 25 Euros,
A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush. Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão muito felizes pelas suas vendas milionárias.
Abra estas páginas se quer saber como eles estão empenhados no tema:
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O antigo presidente do BPN, Miguel Cadilhe, discordou da nacionalização do banco e chegou a apelidar a opção tomada pelo Governo de «política». «O Governo quis, preferiu e escolheu nacionalizar o banco. Não vislumbramos os reais motivos de tal acto», afirmou o responsável numa conferência de imprensa esta noite, nas instalações do BPN em Lisboa. Sendo o responsável, a opção foi «a mais radical». Em tom crítico, Miguel Cadilhe sublinhou igualmente que havia outras opções para a instituição e diz mesmo que em causa está uma «falha de Estado». «É evidente que nenhum accionista queria injectar capital a 31 de Outubro para ver o Governo a nacionalizá-lo a 1 de Novembro», disse ainda no mesmo encontro.
Voltar um pouco atrás no tempo ajuda a compreender algumas coisas. Reparem no olhar do senhor?
Notícia de Junho de 2008, no Diário de Notícias:
Em Outubro Cadilhe teve mais uma ideia luminosa. Propôs que o governo entrasse com um aumento de capital de 600 milhões de Euros, mas ficasse sem direito a voto correspondente a essas acções.
Era o que faltava.
Para despedida e boa recordação, Cadilhe levou para casa 10 milhões de Euros, por 6 meses de trabalho no banco.
Agora sabe-se que Arlindo de Carvalho, ministro da saúde de Cavaco Silva foi constituído arguído neste precesso BPN (16 Julho 2009).
Já são muitas coincidências. Ainda há quem tenha dúvidas que o BPN era o
Banco Nacional do Cavaquismo - BNC?
O Homem tem-se a si próprio como um ser inteligente, o mais inteligente do Planeta Terra. Não é verdade, o Homem em muitas das coisas que parece ser um génio, limitou-se a copiar o que Mundo natural lhe metia pelos olhos a dentro.
Passo e exemplificar. Uma maravilha da tecnologia parece ser a do homem tecer fibras e fazer tecidos, cordas, que são produtos extraordinariamente flexíveis e resistentes.
Grande novidade! Bastava ter olhado para uma palmeira, com as suas folhas entrelaçadas, para aprender a fazer um tecido ou uma corda Veja-se a figura.
O mais interessante é que as palmeiras são das estruturas mais resistentes. Por exemplo a palmeira do Cibe, que existe por exemplo na Guiné-Bissau, tem um tronco extremamente fino e de uma altura extraordinária, ver figura abaixo, parecendo a qualquer cérebro pensante que se partirá à menor brisa. Pois esta maravilha da natureza resiste às maiores tempestades, dobrando-se para o lado do vento, mas uma planta saudável nunca se parte.
Esta maravilha não foi feita por nenhum cientista em materiais estruturais de nenhuma Universidade. Foi feita por Deus? Terá sido criada pela lei da evolução natural?
Julgo que ninguém sabe responder a esta pergunta, ou quem pensa que sabe pode estar enganado!
JAS
28 de Abril de 1988, acidente com avião Boeing 737 da companhia Aloha Airlines. Estes tiveram sorte. Apanharam o maior susto da vida mas sobreviveram. http://www.aloha.net/~icarus/index.htm
Acidente aéreo de Madrid (20 Agosto 2008) e o descarrilamento do metro de Mirandela na linha do Tua (23 Agosto 2008).
O que começa a ser preocupante para os utentes, é que, depois de acidentes graves (com muitos mortos) há comissões de inquérito que facilmente concluem que tudo estava bem antes do acidente e que os aparelhos tinham sido sujeitos às necessárias verificações técnicas e que tudo estava em boas condições. Que os responsáveis das companhias ou os inspectores se desculpem ainda se compreende, mas as comissões de inquérito, essas por definição devem ser imparciais.
Uma dedução lógica irrefutável é que, se um acidente aconteceu por causas técnicas é porque algum erro existia e não foi detectado. Ou porque os meios de detecção não foram suficientemente bons, e é necessário melhorá-los, ou porque os inspectores não foram competentes para o trabalho que lhes era pedido. É fácil compreender a certeza e confiança dos ignorantes, mas estes estão subordinados a uma cadeia de chefias e nesta alguém tem de assumir as maiores responsabilidades.
O resultado de um inquérito deve ser inevitavelmente o de identificar as causas dentro do que aconteceu de um dos cinco grandes grupos de possibilidades:
1 – Falha mecânica da máquina.
2 – Erro dos pilotos ou condutores.
3 – Erro da manutenção.
4 – Causas naturais (mau tempo, sismos, etc.).
5 – Causas intencionais (sabotagem, terrorismo).
Os erros (1) são em última análise também de causa humana, ou dos engenheiros que conceberam os aparelhos, ou de quem os fabricou.
Os erros (2) dos pilotos ou condutores, ou são devidos a eles próprios, por não terem cumprido com regras estabelecidas, ou por seu desconhecimento dos correctos procedimentos, o que pode ser atribuído a má preparação e falta de conhecimentos ou de experiência.
Os erros (3) são da responsabilidade dos mecânicos ou devidos à sua falta de preparação ou de falta de condições nas oficinas, ou ainda à falta de verbas para peças sobressalentes e reparações.
Os erros (4) de causa naturais podem dividir-se entre os mais facilmente previsíveis como mau tempo ou a fenómenos menos prováveis como sismos ou derrocadas, mas também aqui algumas medidas preventivas podem minorar grandemente os efeitos.
Os erros de tipo (5) são de certo modo imprevisíveis, pois não pode haver um polícia atrás de cada cidadão, mas podem ser minorados com algumas medidas preventivas.
Em resumo, o erro é sempre dos homens. De alguma dos elos da cadeia de intervenientes e responsáveis. Portanto, se não é do operador final da cadeia, é do responsável que o escolheu para a tarefa que não foi bem realizada e de quem lhe deu autonomia de operação, ou ainda de mais alguém pelo meio.
O que é inaceitável, acontece em Portugal, e pelos vistos também em Espanha, é concluir-se que a causa de determinado acontecimento é não determinada, e que a culpa não é de ninguém. É espantoso, mas é assim que acontece por estes lados do Mundo.
“A Refer, responsável pela rede ferroviária, explicou esta terça-feira que os parafusos retirados por jovens da Linha do Tua no domingo não ameaçam a segurança da circulação, reiterando que a empresa realiza inspecções e manutenções diárias na via.
Em declarações à Lusa, fonte da Refer sublinhou que os técnicos da empresa que avaliaram a linha onde descarrilou sexta-feira uma composição do Metro de Mirandela, a cerca de um quilómetro da estação da Brunheda, causando um morto e 43 feridos, «não detectaram qualquer deficiência nesta infra-estrutura».
No domingo, cerca de 40 jovens entregaram ao chefe da estação do Tua, funcionário da Refer, vários parafusos «soltos» que recolheram à mão e que são, para o grupo, o «símbolo da insegurança» e da «falta de manutenção e de cuidado» que há na Linha do Tua, que liga as Estações de Mirandela e do Tua. “
Zonas de sobrevivência, nos casos em que houve sobreviventes. As diferenças são pequenas, mas atrás (zona verde) é ligeiramente mais seguro, nos aviões com motores nas asas., mas são os lugares mais desconfortáveis (ruído, cheiros, oscilações).
Uma árvore é constituída em cerca de 50 % da sua massa seca por carbono. Este carbono constituinte da madeira é obtido na sua quase totalidade do ar da atmosfera, através da bem conhecida função clorofilina que se dá durante o dia, enquanto há radiação luminosa solar. Ao absorver o carbono a partir do dióxido de carbono do ar liberta oxigénio. À noite a árvore respira consumindo um pouco de oxigénio, mas muito menos do que aquele que absorveu.
Assim, as árvores e a floresta funcionam como sumidouro de carbono, compensando os gases libertados pela actividade humana - CO2 resultante da queima de combustíveis.
Embora haja gases com um potencial de efeito de aquecimento global muito mais acentuado do que o dióxido de carbono (metano, óxido de azoto e compostos halogenados ) é, pela sua muito maior quantidade libertada, o CO2 que mais contribui para a alteração do clima.
Por razões de protecção das florestas e do clima foram criadas regras para limitar o abate excessivo de árvores, assegurando que a madeira consumida é reposta na floresta através da replantação de novas árvores. Também se pretende preservar a biodiversidade, que tem vantagens a nível de controlo de doenças, riqueza patrimonial da vida, etc.
Os dois sistemas de certificação mais conhecidos a nível Mundial são os que se apresentam seguidamente.
Quem quiser saber mais sobre estes assuntos basta procurar a abundante informação detalhada na internet.
Vamos aos centros comerciais comprar fruta e legumes e o que encontramos são na sua maioria produtos importados, possivelmente do outro lado do planeta, da Nova Zelândia, da Argentina ou do Chile. É assim porque as grandes superfícies preferem comprar em grandes quantidades e produtos com bonito aspecto para comercializar. Para isto são geneticamente manipulados, levam doses maciças de fertilizantes e pesticidas, são apanhados verdes e conservados por longos períodos em atmosferas controladas. Quanto a paladar e qualidade é outra conversa. Por exemplo, no caso das maçãs, a maioria das importadas são muito bonitas e grandes, mas também na sua maioria não têm paladar, não são doces nem amargas, não têm bicho, pouco ou nenhum sumo, numa palavra, o que chamamos “farinhentas”. Metade das que compramos vai para o balde do lixo.
As maçãs nacionais de pequenos produtores, ou das quintas dos nossos amigos, são frutos pequenos, alguns com deformações e uns poucos com picadelas de bicho, mas muito doces e com sabor bem característico, umas um pouco mais ácidas umas e outras um pouco mais adocicadas. Esta fruta não se consegue comprar nos supermercados, muito embora seja fruta boa, de confiança para a saúde, e muito mais barata.
É a globalização no seu pior. Transportar alimentos do outro lado do Mundo, para serem consumidos fora da época de produção normal no local de destino, e conservados artificialmente (quer com químicos, quer gastando doses de electricidade), tem impactes ambientais enormes.
É um erro não utilizar para alimento os recursos da nossa proximidade. É um erro não darmos preferência por comer uvas na época das uvas, cerejas na época das cerejas e laranjas na época das laranjas, comer sardinhas no tempo das sardinhas, etc.:
- Era melhor para a economia do nosso país;
- Era melhor para a nossa saúde;
- Era melhor para os nossos agricultores;
- Era melhor para o ambiente;
- Era mais barato para os consumidores;
- Era melhor para a nossa felicidade intelectual;
- Só era pior para os grandes proprietários de supermercados
e importadores.
Porquê persistir em erros tão grosseiros? Nalguns países já se começa a dar verdadeiro valor aos mercados de rua com produtos locais.
Tem de haver uma profunda reflexão sobra as actuais regras e comportamentos da nossa sociedade.
Prefira produtos locais e nacionais. Seja bom para si mesmo!
Transcrevo o que outros afirmaram:
" Mas qual o problema dos transgénicos? Primeiro, não podemos esquecer que quem desenvolve os estudos sobre a segurança destes produtos não é a Agencia Europeia para a Segurança Alimentar mas sim as próprias empresas que estão interessadas na sua comercialização. Segundo, existem indícios fortes decorrentes de estudos desenvolvidos que revelam problemas de saúde decorrentes do consumo de transgénicos. Terceiro, as plantas geneticamente modificadas para, elas próprias, produzirem o pesticida que irá combater as pragas estão a provocar uma pressão selectiva fazendo aparecer insectos e outras pragas resistentes".
Autor:
Hélder Spínola *
* Presidente da Direcção Nacional da Quercus
Conclusão (minha): - Pelo menos deve discutir-se o assunto.
Não basta afirmar-se que não está provado fazer mal à saúde, pois também não está provado não fazer mal.
Para pensar: Nos anos 20 do século passado, alguns cientistas afirmaram que o aditivo da gasolina contendo chumbo (tetra-etilo de chumbo), era prejudicial à saúde. Sabia-se já nessa altura que a mistura de álcool à gasolina diminuía o poder detonante, melhorando a gasolina sem inconvenientes ambientais. No entanto, os fabricantes de automóveis e as refinarias fizeram estudos que demonstravam que o chumbo adicionado à gasolina não fazia mal. Havia um grande interesse na utilização do chumbo, porque era uma solução mais económica do que o álcool. Ninguém conseguiu contrariar a frase já nossa conhecida: - "Não está provado que faça mal à saúde".
Durante quarenta anos as boas características de funcionamento à gasolina foram à custa da saúde e vidas de humanos, de animais e de plantas. Só por volta dos anos 80 do século vinte a gasolina com chumbo veio a ser globalmente proibida, depois de se se provar sem qualquer dúvida que o chumbo provocava imbecilidade mental e mesmo a morte.
Só espero que a história não se repita, e que daqui a uns anos não se venham a provar graves inconvenientes para os "milagrosos" transgénicos.
A partir de meados da década de oitenta do século passado (mais concretamente entre 1986 e 1995) a indústria da madeira em Portugal viveu um dos melhores períodos da sua história. A vinda dos deslocados das colónias africanas (mais de 600 000 pessoas), a entrada da Comunidade Europeia, as privatizações e o fim da “revolução” – estabilização do regime, vieram trazer um período de expansão económica de um razoável aumento do poder de compra, que permitiu que muitos portugueses comprassem novas casas e as tivessem de mobilar. A 12 de Junho de 1985, realizou-se a cerimónia da assinatura da Acta Final da adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, com envio de muitos fundos europeus para preparar a nossa integração e consolidar a coesão europeia (e enriquecer indevidamente alguns oportunistas).
A indústria da construção civil, da carpintaria e do mobiliário não tinham mãos a medir. Havia trabalho para todos, para os que sabiam trabalhar e para os curiosos. Na região do vale do rio Sousa (Paredes, Paços de Ferreira, Gondomar), havia indústrias instaladas em quintais, em vivendas, em simples garagens, e não era raro ver-se ocuparem a via pública para obras de pintura e acabamento de móveis.
Para alguns, neste período, o dinheiro não custava a ganhar. Nas duas fotos que se seguem vê-se como eram mal armazenadas as madeiras, supostamente para secar ao ar.
Estas madeiras, em vez de secarem, estavam a estragar-se. Por ano, cerca de 10% da madeira ficaria sem possibilidade de boa utilização. Ora um stock normal para uma empresa média pode ser de 1200 m3, que a um preço médio de 300 Euros o metro cúbico, dava um empate de capital de pouco mais ou memos 360 000 Euros. A perda de dinheiro por ano seria então calculada em cerca de 36 000 Euros (o preço de um automóvel de alta gama). Na altura, muitos industriais compravam muito mais madeira do a que precisavam, na esperança da grande inflação dos preços das matérias-primas lhe virem a dar grandes lucros especulativos.
No entanto, ainda em 2007, foi possível encontrar na mesma região, pelo menos um industrial “rico”, que se dá ainda ao luxo de estragar madeira. Veja-se a foto seguinte.
Para não mostrar apenas os maus exemplos, fica para terminar, a foto de um empilhamento para secagem ar ar, de alguém mais cuidadoso, ou “menos rico”, que não se dá ao luxo de deitar fora, todos os anos, o equivalente ao preço de um automóvel de alta gama.
Em férias é tempo para um pouco de humor.
Piada muito antiga, mas que demonstra o poder da imaginação do oportunismo, chico-espertismo português.
A mulher de um agricultor que se encontra preso, escreve para o marido a dizer que não sabia nada de agricultura portanto pedia ajuda para saber quando é que deveria plantar as batatas.
O agricultor preso, responde também por carta, dizendo para a mulher não plantar ainda as batatas porque tem umas coisas enterradas no quintal que não podiam ser vistas.
Passados uns dias o agricultor preso recebeu uma carta da mulher dizendo que tinham estado lá em casa os militares da GNR e que tinham cavado o quintal de uma ponta à outra. O que é que aquilo significava?
O agricultor apressa-se então a responder à mulher apenas com esta mensagem: - "Oh mulher, agora que o terreno está todo cavado é que é boa altura para plantar as batatas."
Nota final (pergunta para pensar nas férias): - Não é Portugal o país dos Berardos?
Lisboa, 22 Jul. 07 (Lusa) - Um avião da companhia aérea brasileira BRA, com 240 pessoas a bordo, fez hoje à tarde uma aterragem de emergência no Aeroporto de Lisboa, disse à Lusa fonte oficial da ANA - Aeroportos de Portugal...
http://dn.sapo.pt/2004/11/20/sociedade/a![]() |
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Autoridades investigam aterragem de emergência Fumo no 'cockpit' no avião da Iberia obriga a paragem forçada na Portela. O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) está a investigar as causas do incidente que obrigou, ontem de madrugada, um avião da Iberia a aterrar de emergência no Aeroporto de Lisboa. A bordo estavam mais de 300 pessoas mas apenas nove ficaram feridas - uma em estado grave. A companhia aérea espanhola também já abriu um inquérito.
O Airbus 340/600 fazia a ligação entre Madrid e a cidade do México quando houve um alerta de fumo no cockpit... |
Estes casos vieram nas notícias. E outros de que nem se sabe?
Deu-se um grave acidente com um avião no aeroporto citadino de Congonhas, em São Paulo. Os políticos e comentadores portugueses tiveram o bom senso de não aproveitarem esta calamidade para fazerem comparações entre o aeroporto de Congonhas e o aeroporto da Portela, em Lisboa. Eu, que não sou político nem comentador, posso fazer as comparações inevitáveis.
1. Os dois aeroportos estão rodeados por cidade.
2. As pistas são curtas. A de Congonhas ainda mais curta do que as da Portela.
3. Congonhas tem uma bomba de gasolina para automóveis na cabeceira da
pista, a Portela tem duas bombas de gasolina no extremo da pista.
4. Os dois aeroportos têm vias rápidas junto às pistas.
Em São Paulo defendeu-se a ideia Conhonhas mais um. Seja, um aeroporto no centro da cidade e outros mais longe.
Em Lisboa há muitos que reclamam dois aeroportos, Portela mais um.
Será preciso morrerem em Lisboa 200 pessoas para ver o perigo que é a cidade ser sobrevoada de dez em dez minutos, por aviões a baixa altitude com 60 toneladas de combustível? Não basta ver o que aconteceu no Brasil?
Situação em Lisboa. Duas bombas de gasolina quase no enfiamento da pista, a pouco mais de 60 metros. Quem terá aprovado esta ideia brilhante? João Soares? O mesmo que defende a permanência da Portela?
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Congonhas. São Paulo. Duas pistas curtas, mas paralelas.
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Portela. Lisboa. Duas pistas mais compridas mas, a cruzarem-se.
Nota: as escalas das duas imagens, tiradas do Google, são as mesmas.
Este pintor é um génio. Mostro aqui o que os defensores dos ódios entre os povos tentam esconder. No Irão também há arte e génio artístico. Quem diria.
Iman Maleki
Biografia de Iman Maleki
ایمان ملکی در بیستم اسفندماه 1354 در تهران متولد شد و از دوران کودکی علاقه زیادی به نقاشی داشت. از 15 سالگی فراگیری نقاشی را تحت نظر اولین و تنها معلم خود استاد مزتضی کاتوزیان - که بزرگترین نقاش واقعگرای ایران است - آغاز نمود. در سال 1374 وارد دانشگاه هنر شد و چهار سال بعد در رشته گرافیک از این دانشگاه فارغ از تحصیل شد. او در سال 1379 ازدواج کرد. در سال 1380 اقدام به تاسیس << آتلیه نقاشی آرا>> و آموزش نقاشی با رعایت ارزشهای سنتی و کلاسیک این هنر نمود.
مهمترین نمایشگاه هایی که او در آنها شرکت داشته عبارتند از:نمایشگاه نقاشان واقعگرای ایران در موزه هنرهای معاصر تهران (1378) و نمایشگاه های گروهی آتلیه کارا: سال 1377 در نگارخانه سبز و 1382 در موزه هنرهای زیبای کاخ سعد آباد.
Ou seja,
Iman Maleki nasceu em 1976 em Teerão. Fascinado pela arte da pintura desde criança, aos 15 anos, começou aprender a pintura sob a orientação do seu primeiro e único professor - Morteza Katouzian - que é o melhor pintor realista do Irão. Em 1999 licenciou-se em design gráfico pela universidade da arte de Teerão. Desde 1998, participou em diversos exposições, acabando por ganhar o prémio William Bouguereau, pintor francês que foi considerado no seu tempo (princípios do século XX), o melhor pintor realista do Mundo.
Algumas pinturas, digo, pinturas:
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A Pegada Ecológica é uma estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir, de uma forma continuada, os bens e serviços que consumimos, e absorver ou eliminar todos os resíduos e poluentes que produzimos. Explicado por palavras simples, a pegada ecológica individual será calculada pela área em hectares que uma pessoa necessitaria para produzir os próprios alimentos, para obter água e energia para as suas necessidades, espaço para eliminar os seus lixos, e plantas verdes para capturar a poluição do ar produzido nas nossas actividades, transportes, aquecimento, etc.
A pegada Ecológica Média de Portugal é cerca de 4,5 hectares globais por pessoa – duas vezes e meia acima da capacidade média aceitável para o planeta (1,8 hectares por pessoa).
No fundo, tudo se resume à quantidade de poluição que cada um faz e à quantidade total de pessoas. Se uma única pessoa morando numa área de 10 ha tivesse uma pegada individual de 1 ha , a sua contribuição pessoal seria imensa, mas como era o único em toda a área a situação global era perfeitamente sustentável, porque a média da pegada ecológica seria de 0,1 ha . Pior seria se nessa mesma área de 10 ha houvesse 1000 pessoas (pequena aldeia), pois mesmo que cada uma tivesse uma pegada de “apenas” 0,2 ha , a pegada ecológica do conjunto seria de 200 ha . Portanto, neste último caso estaríamos 111 vezes acima da sustentabilidade do planeta.
As médias são feitas contando com muitas pessoas que estão muito abaixo dos padrões máximos exigidos para a sustentabilidade, e por outras que, embora em menor número, contribuem com quase toda a poluição e consumo excessivo de recursos. As idades influenciam também muito o tamanho da pegada ecológica.
Se assim não for, nós ou os nossos descendentes estarão perdidos a longa prazo. Para quem quiser ter uma estimativa da sua pegada ecológica individual é muito interessante uma consulta à página Internet:
http://www.earthday.net/footprint/info.a
Sá da Bandeira (1795–1876) – general e estadista que lutou pela abolição da escravatura.
Silva Porto (1817–1890) – africanista que depois de várias andanças pelo ultramar português se estabeleceu no interior de Angola.
Paiva Couceiro (1961–1944) – governador de Angola.
... outros,
Monumento a Norton de Matos em Nova Lisboa (hoje Huambo), rodeado por quatro estátuas representando as suas melhores virtudes.
Norton de Matos
Falemos esta semana mais detalhadamente do general Norton de Matos (nome hoje conhecido de muitos, apenas por ser o de uma importante avenida de Lisboa a - Segunda Circular).
José Mendes Ribeiro Norton de Matos, nascido em Ponte de Lima em 1867 e falecido também em Ponte de Lima em 1955, foi por duas vezes governador de Angola, a primeira entre 1912 e 1915 e a segunda entre 1921 e 1923.
Todos os governadores de Angola do fim do século IXX e princípios do século XX que pretendessem fazer algo de positivo para o desenvolvimento do território tiveram uma permanência curta no poder, pois segundo as regras e estratégia da época, não era para isso que os mandavam para as colónias. Infelizmente isto aconteceu nomeadamente com os governadores: general Norton de Matos; António Vicente Ferreira; capitão Henrique Mitchel de Paiva Couceiro; major Manuel Maria Coelho; e outros.
O Governador-Geral Norton de Matos passou como um vendaval por Angola, nos anos que precederam a primeira grande guerra mundial, pondo fim à ocupação militar e iniciando a administração civil, demolindo e implantando novas estruturas, produzindo alguns fortes abanões na administração do território – os primeiros que se davam em Angola – os quais visavam a resolução dos constrangimentos ou a anulação dos interesses que as autoridades, industriais e comerciantes todos combinados e comodamente instalados na Praça do Comércio ou/e na “Baixa Lisboeta”, defendiam com quantas unhas e dentes possuíam. A larga visão desse Homem de Estado não pactuava com essas mentalidades mesquinhas e entendia que as Províncias Ultramarinas só poderiam desenvolver-se se os responsáveis pela sua administração pudessem dar resolução atempada aos problemas que afligiam os seus habitantes e impediam o normal desenvolvimento desses territórios. Norton de Matos ao desembarcar em Luanda, pela primeira vez, anunciou logo ao que vinha. O seu discurso de posse desenvolveu-se sob o tema: «Ordem e Progresso – tudo se contém nisto; respeito pela lei, justiça em tudo e todos, uma grande disciplina em todos os serviços, o mais inflexível rigor na repressão de todos os abusos, corrupções ou desonestidades, a mais severa fiscalização na administração dos dinheiros públicos, o mais franco auxílio a todas as iniciativas fecundas, uma decidida e eficaz protecção a todos os que dela careçam».
Foi no seu primeiro governo que se olhou para os problemas da agricultura e da pecuária coloniais de uma forma diferente, como factores eminentemente responsáveis pelo bem-estar físico e material dos seus habitantes (Mendes, 2000b).
Os Altos Comissários tinham poderes legislativos e administrativos que podiam usar, desde que não fossem contrários às ordens emanadas do Governo Central.
Obrigado, por força das circunstâncias a combater em várias frentes, Norton de Matos acabou por ser vencido pelas mesmas forças políticas que em Portugal se digladiavam, mas seu nome ficou na história enquanto que os dos outros, dos que se lhe opunham, há muito foram esquecidos…
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Vicente Ferreira, alto comissário de Angola entre 1926 e 1928, entre outras coisas, deu impulso à construção um grande Laboratório de Patologia Veterinária, consolidando a existência de duas Estações Zootécnicas, doze Delegações de Sanidade Pecuária e contando já com 15 médicos-veterinários, com menos de 40 anos de idade e mais de 5 anos de permanência na Colónia.
O Alto Comissário, António Vicente Ferreira é mais conhecido por, fascinado pelas características do meio geográfico onde se localizava a cidade do Huambo, que Norton de Matos fundara em plena savana africana, mas que se mostrava poucos anos depois já pujante de vida e em pleno desenvolvimento, transferir para ela a capital de Angola especificando porém que «…até que se realize a mudança, a sede do Governo-Geral continua na cidade de Luanda…» (Ferreira, 1926). Essa transferência porém nunca se concretizou e mesmo a sua elevação a sede de distrito demorou algumas dezenas de anos, embora fosse de toda a justiça pois o Huambo constitui «…uma unidade geográfica perfeita, quaisquer que sejam os aspectos por que seja encarada: geológico, orográfico, climático, agrícola ou populacional» (Pinto, 1955). 15 RPCV (2003) 98 (545) 11-18 Mendes, A. M.
Enquanto que uns afirmam que estas figuras contribuíram positivamente para a história portuguesa no Mundo, outros dirão que contribuíram para a aculturação dos povos nativos. A única certeza é a de que se não tivessem sido os portugueses a ocupar esses território seriam outros, certamente menos tolerantes para os naturais do que nós portugueses fomos, que em vez de falarem português mais de 20 milhões de pessoas em África, falariam hoje inglês ou francês.
A mim parece-me que já não há heróis, ou não se cultivam heróis, poucos mereceriam ser heróis, e líderes que lideram, há muito pouco.
O Mundo mudou. Actualmente cultiva-se mais a inveja e a intriga a qualquer preço.
Local do monumento a Norton de Matos em 2006.
Local do monumento a Vicente Ferreira em 2005.
Local onde estão as estátuas removidas, furadas de balas,
mas não destruídas das figuras citadas, num "jardim" do Huambo, em 2005.
Muita gente acha que não é necessário construir um novo aeroporto para a região de Lisboa porque acham que o futuro são os voos "low-cost ".
Pois é, mas no futuro não muito distante, os voos "low-cost " são com aviões do tamanho do Airbus A 380 e outros que virão a seguir. Estes grandes aviões não aterram na Portela, nem no Montijo, nem em Alverca, nem em Sintra, nem em Tires, porque as pistas não têm comprimento ou estão nos limites, mas também porque não se conseguem movimentar em terra.
Clicar para aumentar. Vale a pena ver em grande.
Portanto, quando formos a Madrid num voo "low-cost " pode bem acontecer a situação que mostro a seguir. Nós vamos no avião da frente, com um autocolante no vidro traseiro para o monstro ver ->
O Airbus A 380 tem uma capacidade de combustível de 310 toneladas e o peso total à descolagem é de 560 toneladas na versão de passageiros (versão carga é mais), necessitando de uma pista de 2,9 km para levantar. Utilizando as comparações dos professores do Técnico (IST), o peso do avião sem combustível é equivalente a cerca de 25 000 bicicletas, que colocadas roda com roda, davam quase uma volta e meia ao planeta Terra (perímetro de 37 500 km).
Esta semana não há tempo para mais, só este bocadinho de demagogia com um pouco de verdade à mistura.
JAS
Muitas vezes pergunta-se a razão de os portugueses que passaram, viveram, ou nasceram em África, nunca mais esquecem os tempos que lá estiveram. Uns dirão que os portugueses que estiveram em Angola e Moçambique foram os colonialistas exploradores das populações negras e por isso é que se sentiam bem. Não é verdade, pelo menos para as gerações a partir de 1950, os europeus que andaram nas escolas e liceus tinham amigos e conviviam com os colegas de origem africana de igual para igual. A provar está a elevadíssima mestiçagem, nada igualada nas colónias francesas e inglesas.
Os portugueses gostaram de Angola muito antes de se ter descoberto petróleo, ferro e ouro. Havia já pelos anos 50 uma importante exploração de diamantes em zonas concessionadas pelo Estado português, além da riqueza agrícola, especialmente o café, o açúcar e o milho. No entanto, a maior riqueza de Angola para as pessoas de classe média que lá viviam, era um estilo de vida optimista e descontraído, com muita esperança num futuro melhor. A população europeia era em geral constituída por gente jovem, portanto com uma visão de progresso. Não se falava em desemprego, todos os negócios eram rentáveis para quem quisesse e soubesse trabalhar. Angola tinha e tem uma beleza natural extremamente rica. Paisagens incríveis, diversidade biológica animal quase intocada, um clima ameno e agradável todo o ano, muito espaço livre, uma agricultura produtiva, além dos horizontes largos e os mais belos pôr do Sol do Mundo. As cidades construídas eram de avenidas largas, com jardins, com árvores, com ar.
O regime de Salazar teve medo que Angola se tornasse num novo Brasil independente, pelo que até certa altura tudo fez para limitar o desenvolvimento económico. Até 1950 as portugueses que iam para Angola, ou eram os condenados ao degredo, tinham de ter uma “carta de chamada” necessariamente pelas autoridades. Ainda em 1950 os portugueses brancos que nasciam em Angola eram chamados “portugueses de segunda”, pelo motivo de ficarem diminuídos os seus direitos cívicos (cargos de administração, políticos, etc.), por suspeita que essas pessoas pudessem estar na origem de ambições independentistas em relação à mãe pátria, o que na realidade acontecia (todos os nascidos em Angola, de todas as raças, queriam a, ou uma certa independência).
Os portugueses que foram para África não foram mais exploradores do que os que imigraram para França, para a Alemanha, para o Brasil ou Canadá. Apenas queriam trabalhar e governar a sua vida. Muitos investiram em África tudo ou quase tudo o que ganharam, portanto, se alguém beneficiou economicamente com a presença em África foram alguns poucos capitalistas e o governo nacional (os primeiros acumularam propriedades e o segundo acumulou ouro), mas sobretudo os próprios países. Em 1974 Portugal tinha uma das maiores reservas de ouro do Mundo relativamente à dimensão da sua população.
Angola tem uma superfície 14 vezes maior do que Portugal continental (com fronteiras definidas e defendidas por Portugal), tem uma população praticamente igual à portuguesa, o que quer dizer, um território riquíssimo com uma população escassa. Podia ser o país mais rico e ode se vivia melhor do Mundo.
Deixo algumas fotos das belezas naturais de Angola para confirmarem algo do que afirmei anteriormente no que se refere às ligações sentimentais que ligam os portugueses às áfricas .
Os fractais são figuras geométricas que o nosso cérebro identifica e individualiza sem dificuldade, mas que na realidade constituem formas irregulares, sem contorno bem definido, sem possibilidade de medição do seu perímetro, do seu volume, da sua forma. O mais curioso é que os fractais da biologia (forma animal ou vegetal), embora perfeitamente identificados na classificação científica, não correspondem a nenhum elemento em particular e não há dois elementos iguais entre milhões de exemplares. As nuvens, as galáxias, as árvores, os sistema circulatório do corpo humano, o contorno dos continentes e das ilhas, etc. Os matemáticos tentaram construir modelos que reproduzissem os fractais da natureza, mas o que conseguiram foi construir os seus próprios fractais, já que por definição não há dois fractais iguais. A costa de uma ilha é uma figura fractal do ponto de vista geométrico, pois a medida de seu contorno numa determinada escala, é muito menor do que outra que mostre cada grão de areia de cada praia, e assim sucessivamente.
O contorno de um fractal não é fisicamente coerente e pode ser infinitamente longo, com uma superfície infinita, e muitos casos com espessura nula. Portanto, não são linhas, não são volumes, não têm comprimento definido, nem tão pouco uma superfície! A estas estruturas, cuja classificação cai "entre" a linha e a superfície, ou entre uma superfície e um sólido (e assim por diante), os matemáticos atribuem uma dimensão não inteira, mas fraccionária (fractal). Além do mais podemos observar nestas estruturas duas propriedades fortemente relacionadas e características dos fractais : - Auto-similaridade: em cada pequeno pedaço delas podemos observar a forma geral do todo.
O extraordinário dos fractais é a possibilidade de ilustrarem o infinito! Isto significa que, cada instante de nossa vida, cada mínima fracção de instante, incorpora o infinito e novamente se estende nele. O que é tão difícil de ser concebido e imaginado pode ser ilustrado visualmente pelas imagens de fractais.
Para terminar os elementos finitos para cálculo matemático constituem uma aproximação aos fractais quando o número de nós se aproximar dos grandes números. Seguem-se várias figuras exemplos de fractais.
Figura fractal produzida ao computador:
Figura fractal - a copa de uma árvore, um jacarandá.
Fractais da natureza, uma azinheira entre muitas aparentemente iguais mas todas diferentes, num montado no Alentejo, perto de Elvas.
Mais um fractal da natureza, uma nuvem.
Ninguém teve dificuldade em identificar nenhuma destas figuras fractais naturais, pois não? No entanto nunca vimos nenhuma perfeitamente igual, não têm contornos definidos e não se podem medir.
A modelação por elementos finitos são quase fractais? Mas não são porque são finitos.
Procurem "fractais" nas imagens do Google, ou em páginas internet. Há imagens maravilhosas.
No momento da largada das naus de Vasco da Gama para a Índia ergueu-se a voz de um respeitável velho que sobressaiu de entre todas as que se tinham feito ouvir até então contra a obra dos descobrimentos. Esta voz representava todos aqueles que se opunham à louca aventura da Índia e preferiam a guerra santa no Norte de África.
Cortesia: www.malhatlantica.pt
Velho do Restelo é uma personagem criada por Luís de Camões no canto IV da sua obra Os Lusíadas. O Velho do Restelo simboliza os pessimistas, os conservadores e os reacionários que não acreditavam no sucesso da epopeia dos descobrimentos portugueses. O velho do Restelo avisava dos perigos e das desvantagens do empreendimento.
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"Mas um velho d'aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C'um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:
- "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!
- "Dura inquietação d'alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!
- "A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?
Em relação a tudo o que se queira fazer de novo em Portugal, sempre haverá um velho do Restelo a fazer lembrar os perigos da campanha. Ou seja, trocar uma coisa desconhecida por nada.
Mas, realmente a história escreve-se por linhas tortas. O que é feito da Índia portuguesa, o que é feito da África portuguesa? O que é feito do Brasil? - Foram tudo sonhos e tarefas inúteis? - Não! Ficou pouco economicamente, não podemos viver daquilo! Mas ficou o nosso nome na história universal. Ficaram mais de duzentos milhões de almas a falar português, num Portugal só com 10 milhões. Foi obra pequena? – Não foi.
Sem ter corrido tantos riscos e de ter ganho e perdido tudo do imaginado nos melhores sonhos, o que seria Portugal hoje? Provavelmente uma esquecida província de Espanha, a Secília do Atlântico. A língua portuguesa falada às escondidas talvez por não mais de 800 mil pessoas - grande glória.
A madeira de eucalipto apresenta numa superfície transversal ampliada 60 vezes, todos estes poros, revelando canais abertos na sua microestrutura (chamados vasos). Devido a uma relativa irregularidade de distribuição dos poros, designa-se o tipo representado por porosidade difusa. Então porque é que é mais difícil de secar o eucalipto do que a maioria das outras madeiras?
Resposta: - Porque, além de outras razões (densidade elevada, teor em celulose, etc.), as outras espécies têm ainda muito maior número de poros do que o eucalipto. Além do mais estes poros estão orientados no sentido axial, mas a madeira tem de secar com movimento da água nas direcções transversais (movimento da água por difusão), que é um mecanismo lento.
Clicar sobre a imagem para obter tamanho grande.
Comparação de consumos de energia entre o secador solar
e um secador convencional, para a secagem de uma Resinosa,
(Pinus pinaster, Aitim.), de 120 % a 14 % de teor em água.
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Energia eléctrica dos ventiladores |
Energia calorífica para obter ar mais seco |
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Secador convencional |
32 kW.h / m3 |
460 000 kcal / m3 494 kW.h / m3 |
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Secador solar |
28 kW.h / m3 |
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Os ensaios já realizados mostraram que este processo de secagem garante uma boa qualidade final da madeira e uma grande redução do tempo de secagem face à secagem natural (15 dias contra 3 meses, na época de Verão) para madeira de pinheiro, até 15 %. Em comparação com o método convencional, o secador solar apresenta uma duração de secagem 3 vezes maior, mas a um custo inferior e uma qualidade igual ou superior, particularmente para madeiras difíceis de secar como o eucalipto.
Esta concepção de secador solar funciona bem em todas as épocas do ano no clima Mediterrânico, apenas com algum atraso no caso pontual de persistência prolongada e contínua de tempo chuvoso ou muito húmido.
A qualidade da madeira seca foi excepcional, quer para o pinho, quer para o eucalipto, nos vários ensaios realizados ao longo de um ano. No final da operação não se registavam tensões de secagem nem empenos ou fendas. Conseguem-se teores em água de 12 % com uma permanência ligeiramente superior à indicada, e com gradientes de humidade em espessura inferiores a 1,5 %.
Acumulação de energia do movimento por meios de rodas de inércia
Um velho princípio de acumulação rápida de energia mecânica numa roda de inércia foi há pouco tempo tornado possível através de estudos efectuados em Universidades Inglesas. Trata-se de passar a energia da travagem para dois tambores de inércia de elevada rotação (até 60 000 r.p.m). A necessidade de dois tambores é imperiosa, pois rodando em sentidos contrários anulam as forças de Coriolis, que tornariam o sistema rígido às mudanças de direcção.
Acumulação de energia cinética por meios mecânicos revela-se potencialmente mais eficaz do que a acumulação por meio de sistema de conversão eléctrica e acumulação em baterias.
Os fabricantes de automóveis desportivos de fórmula 1, Honda, BMW, Ferrari, Toyota e DC, acordaram com a FIA na alteração dos regulamentos, para que a partir de 2009 seja possível equipar os automóveis de competição com sistemas de acumulação da energia de travagem e recuperá-la durante a aceleração, entre os quais se destacá o sistema de cilindros de energia inércia “flying wheels”.
Os tambores de acumulação de energia cinética serão diferentes para os automóveis desportivos e para os automóveis comuns. Pensa-se para um fórmula 1 dois tambores de 160 mm de diâmetros a 60 000 r.p.m. (muita energia em pouco peso, mas maior desgaste), e para os automóveis comuns diâmetros dos tambores de 235 mm e rotação até 20 000 r.p.m. (menos energia acumulada mais maior fiabilidade e duração, além de menor custo).
Este sistema aproxima-se muito do valor teórico de recuperação, mas só foi possível por incríveis desenvolvimentos a nível dos materiais, sistemas de lubrificação por colchão magnético e domínio de sistemas mecânicos complexos (variadores contínuos, etc.).
Poupança de energia:
- Carro normal, média cilindrada (motor explosão) .............. 6,8 l / 100 km
- Mesmo carro híbrido eléctrico (explosão mais baterias) 5,5 l / 100 km
- Carro com acumulação de energia cinética .......................... 4,4 l / 100 km
O híbridos eléctricos recuperam no máximo 36 % da energia de travagem (com travagem lenta), enquanto que os híbridos mecânicos podem recuperar até 65 % da energia de travagem rápida e com possibilidade de arranque desportivo.
O ideal mesmo será um automóvel híbrido eléctrico e com o sistema de acumulação de energia cinética. Como se chamará? – Multihíbrido? Híbrido cinético? Talvez híbrido mecânico-eléctrico.
O próximo passo rumo ao futuro está mesmo a chegar.
Os especuladores, madeireiros e construtores civis continuam zelando pela sua destruição.
A propósito da discussão sobre a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota ou não na Ota, surgiu um argumento muito discutível e que interessa analisar. Aliás, este mesmo raciocínio já tem sido utilizado para outras situações ligadas à protecção do ambiente, aos licenciamentos de urbanizações em zonas de paisagem protegida, etc.
Dizem que a recusa de autorizar obras por motivos ambientais, seja, pelo corte de sobreiros, pelo impacte na fauna, pela poluição do ar, etc., não constituem argumentos válidos, porque daqui a alguns anos as zonas protegidas acabam sempre por ser destruídas. Portanto, se está perdida a longo prazo mais vale assumir já a destruição e resolver os problemas da forma mais fácil e barata para o momento actual. Não se pode parar o progresso.
Ora, este raciocínio enferma de alguns graves erros:
1. Assume-se à partida que as próximas gerações são tão más, incompetentes, e não respeitadoras do ambiente como a nossa.
2. Não se dá hipótese para que o país seja no futuro melhor do que é no presente no aspecto ambiental.
3. Deixa-se como herança aos nossos filhos, um Mundo natural destruído, que muito dificilmente ou nunca mais terá possibilidade de ser recuperado.
4. Antecipa-se para o presente um mal com apenas alguma probabilidade de acontecer no futuro.
5. Prioridade absoluta ao pessimismo em prejuízo do optimismo.
6. Dá-se um exemplo que pode ser levado a consequências imprevisíveis, seja, tudo o que poderíamos preservar para o futuro podemos destruir hoje, porque admitimos a fatalidade da destruição como inevitável.
Como exemplo veja-se o ridículo da situação: Como há a possibilidade dos mares e rios ficarem poluídos no futuro, então não gastemos dinheiro e energias a fazer estações de tratamento de lixos. Deitem-se livremente os poluentes para as águas. Afinal tudo acabará mais tarde ou mais cedo numa generalizada lixeira. - Quem pensa assim não vai longe.
Conclusão: Com este tipo de raciocínio deitaríamos abaixo todos os valores que têm contribuído para a evolução da sociedade e para a melhoria das condições de vida. Deus ou a democracia nos livrem de termos o país governado por pessoas derrotadas pelo futuro.