A nossa comunicação social ocidental está a fazer uma campanha contra os cidadãos russos que poderá não estar a ser justa.
A justificação mais generalizada, é por causa da guerra na Ucrânia. Foram os russos que atacaram a Ucrânia, blá, blá, blá.
Mas, a má vontade, já vem muito de trás.
Primeiro foi a exclusão dos atletas russos dos jogos olímpicos e outras competições internacionais, estendendo-se depois ao meio artístico. A justificação foi o doping encontrado nalguns atletas. Que foram as federações desportivas que incentivaram, blá, blá, blá, blá.
Mas só os atletas russos é que tomam drogas?
O mais acertado e justo, seria fazer maior controlo de substâncias ilícitas e penalizar só os prevaricadores.
Ontem, dia 8 de Junho 2025, deu na TV uma reportagem sobre famílias russas a viver em Portugal. Mostraram vários casos. Pessoas com formação e educação que enfrentam problemas graves de descriminação, nos empregos e nas escolas dos filhos, só por serem russos. Nem se sabe se são ou não apoiantes de Putin.
Exemplo. Um jovem 9 ou 10 anos teve um prémio de melhor aluno em matemática numa escola de Sintra. Estão em Portugal há pouco menos de dois anos e já todos falam português razoavelmente bem (um pouco de sotaque). Queixam-se de descriminação generalizada.
Uma experiência mais próxima de mim aconteceu no aeromodelismo.
Um russo jovem inscreveu-se no Clube de Aeromodelismo de Lisboa. Apareceu numa pista com a mulher e dois filhos pequenos. Muito educado, ninguém pode dizer que é um terrorista ou um espião.
Pois, não lhe é permitido pelas autoridades (ANAC), ter a licença para praticar o hobby. Justificação dos nossos serviços públicos, as sanções internacionais contra cidadãos russos impedem de ter atividade desportiva ou artística em toda a União Europeia.
Se ele tivesse más intenções de praticar voo com controlo remoto de aeronaves, precisava de vir a Portugal aprender alguma coisa? Com aviões de esferovite de 500 a 1500 grama, entre gente pacífica? Não me parece.
E nós é que somos os civilizados, tolerantes, com toda a razão?
Talvez fosse melhor pensar nestes assuntos de forma menos apaixonada e radical,
espírito critico, e proteger-nos da lavagem cerebral.
Ninguém me pagou para defender os russos ou quem quer que seja.
Não sei se são melhores ou piores do que os hindus, os paquistaneses, os ciganos ou os portugueses.
Desculpem-me os que não concordarem com esta reflexão.
Posso estar enganado.
Mas pensem. Pensar é bom. Pensem pela vossa cabeça.
Muita discussão sobre o racismo, se os pretos desejam invadir a Europa dos brancos, ou se os brancos têm supremacia racial sobre os pretos, etc., etc.
O que parece não haver dúvidas é que a espécie humana veio do continente Africano.
Então, resta saber se os primeiros humanos eram brancos ou se eram pretos.
Se eram pretos, vieram pretos para a Europa e depois é que se foram adaptando ao clima e se tornaram brancos.
A outra hipótese é que os primeiros humanos eram brancos, e alguns, antes de ficarem pretos, vieram para Norte, para a Asia e Europa.
O que é que terá acontecido?
Responda quem souber.
Parece-me que alguns líderes Mundiais radicais religiosos, estão com muita pressa de ir para o céu: judeus, xiitas, evangélicos, cristãos ortodoxos.
Eu, que sou cristão de batismo e agnóstico por opção, não estou nada interessado em deixar o planeta. Se conseguir, gostava de ficar mais algum tempo por cá, mas em paz. Sem guerra, nem ouvir falar em guerra. Já estive debaixo de tiros e escondido (Angola), e digo que não é nada agradável.
22 Junho 2025
Pois é. Aí é que está o problema. Fazer filhos, treinar para os fazer ou ocupar o tempo em preparativos é ótimo e faz parte da lei da conservação da espécie. Eu até acho que é a melhor distração do mundo É instintivo…
O problema ao *receber* esta gente com hábitos estranhos, que não se adaptam à nossa cultura e para os quais temos que ser nós a arranjar forma de os manter satisfeitos.
Tentar integrá-los (ensinar a nossa língua, disponibilizar locais de culto conforme as religiões, opção de dietas nos estabelecimentos de ensino, escolha dos profissionais de saúde em função do sexo, proporcionar habitações condignas, etc...) faz com que os naturais comecem a ficar fartos e reajam.
*Agora vê o inverso*: Invadimos, matámos, violámos, roubámos, impusemos hábitos e modos de vida.
Com que direito chegámos às Colónias e dissemos aos indígenas, tapa-te que andar com o pirilau à mostra é feio e desavergonhado. Tu gaja, tapa as mamas. Esta noite vem ter comigo e aí podes vir de mamas à mostra. Se resultar teres um filho meu vais ver como é bonito ser branco
Vamos fazer uma reunião para vos explicar quem é Deus e a quem deveis prestar vassalagem.
Queremos que nos arranjem aquele metal que brilha e não oxida e aquelas pedrinhas que vão ficar bem se penduradas por um fio. … e logo de manhã quero toda a gente na
Ara para plantar/tratar da cana do açúcar, do tabaco, do algodão das especiarias, que vai vir uma caravela para levá-los para a metrópole.
E quando num ano longínquo depois de uma guerra em que chacinámos e escravizámos os que tínhamos invadido se começou a gritar
*Nem mais um Soldado para as Colónias*, metemos o rabinho entre as pernas e viemos arranjar as condições para que os Turras, Filhos e Netos dos Turras viessem vingar-se, *neste caso só com a sua presença*, que te incomoda, que me incomoda e que nos incomoda.
Eu também me incomoda estar na Europa, e, numa qualquer rua, ficar rodeado por pessoas de outras origens, outras religiões, outras culturas.
O problema é os Europeus não terem mais filhos.
Encerrar as fronteiras e ficar numa Europa com metade da população dentro de poucos anos, vai dar, mais tarde ou mais cedo, no mesmo problema de ocupação do espaço.
Outra soluçao, também não fácil, seria exportar o nosso estilo de vida para os locais onde a única distração é fazer filhos.
Se convencermos os países "pobres" a controlarem a população, talvez eles melhorem o nível de vida e não queiram vir para os países ricos".
JS
O país que o Chega não conquistou
O concelho onde o Chega teve o seu pior resultado no país inteiro foi Oeiras.
Espantados? Não.
É em Oeiras que encontramos uma das populações mais qualificadas de Portugal. Onde os rendimentos medianos são altos. Onde o abandono escolar é baixo, a coesão comunitária é real e os serviços públicos estão presentes.
E Oeiras não está sozinho.
Em freguesias como Avenidas Novas, Alvalade, Campo de Ourique ou o Parque das Nações - todas em Lisboa e com mais de 50% da população com ensino superior - o Chega ficou abaixo dos 10%.
O mesmo se passou em São João da Madeira e Coimbra, concelhos com forte presença cívica, bons níveis de literacia e serviços públicos com proximidade. Lugares onde a pertença não é retórica: é prática.
Até Bragança, o único distrito onde o Chega não elegeu qualquer deputado, confirma esta lógica: apesar da interioridade.
Nestes territórios, as pessoas sentem que têm esperança no futuro.
As escolas ensinam. E como dizia Nelson Mandela, são a arma mais poderosa para mudar o mundo.
Os bairros não são esquecidos.
E quem governa está presente.
Quando o Estado está onde deve estar - na rua, na escola, na saúde - o Chega tem dificuldades em ganhar terreno.
O Chega não cresce onde há pertença.
Não floresce onde há literacia.
Não vinga onde os filhos têm futuro.
Não “berra” onde o medo não manda.
O populismo alimenta-se de ausência, ressentimento e desilusão.
Por isso, onde há dignidade no quotidiano, o Chega perde.
Não se trata apenas de combater o Chega.
Trata-se de criar territórios onde ele não faça sentido.
Onde a política seja presença. Onde o futuro seja possível.
O problema nunca foi o Chega.
O problema é o país onde o Chega faz sentido.
É o abandono tornado norma.
É o elevador social avariado.
É a escola que deixou de ensinar a pensar.
É o Estado que deixou de estar.
E sim, o Chega tem adeptos organizados e fanáticos.
Mais do que um partido, o Chega comporta-se como um clube.
E quem acha que o combate se faz com moralismo está enganado.
Clubes não se enfrentam com sermões. Enfrentam-se com resultados.
Querem resposta?
Na escola que não fecha.
No centro de saúde que atende.
No bairro que não se degrada.
O Chega cresce onde o Estado social encolhe.
E por onde o Chega não ganha, vence a política que não se demite, a gestão que faz acontecer, o serviço público que não fecha.
Vence a competência de quem faz.
Porque quando a democracia funciona, o populismo extremista não vinga.
Não por falta de claque, mas porque, ali, o silêncio da dignidade fala mais alto.
Mais do que nunca, os partidos devem refletir sobre o papel do Estado local na contenção, ou expansão, do populismo.
É urgente apostar em regiões e candidatos autárquicos com visão, competência e coragem transformadora.
Ou ainda há quem duvide que Beja, Portalegre, Setúbal e Faro foram deixados para trás pelo Estado central e pela ausência de lideranças fortes?
Nota: Texto de autor desconhecido
"A VOTAÇÃO DA VERGONHA"
Hoje, Portugal ajoelhou-se. Não por fé, mas por cobardia.
Hoje, uma parte do povo puxou as calças abaixo, abriu as pernas ao fascismo e chamou-lhe “mudança”.
Sim, é isso mesmo que aconteceu.
Uma força fundada no ódio, alimentada a “fake news”, racismo e vómito ideológico, tornou-se a segunda força política de um país que jurava ter aprendido com a História.
Mentira!
Vivemos entre analfabetos políticos com curso superior, “influencers” da ignorância e velhos do Restelo com saudades da PIDE.
Vivemos entre gente que confunde brutalidade com coragem, e gritaria com solução.
Vivemos num país onde se bate palmas ao Ventura porque ele “diz as verdades”.
Que verdades?
Que o pobre é vagabundo? Que o cigano é ladrão? Que a mulher deve saber o seu lugar?
Que o artista é parasita? Que os direitos humanos são mariquices da esquerda?
O que se votou hoje não foi um protesto, foi uma rendição.
Foi a legitimação da escória.
Foi dizer: “Sim, aceitamos ser governados por um partido que cospe na Constituição, que quer listas de inimigos, que só não acende fornos porque não quer respirar as cinzas.”
Não é exagero. É diagnóstico.
O fascismo moderno não entra de botas. Entra de blazer justo, voz rouca e hashtag.
E uma parte de Portugal abriu-lhe a porta, fez-lhe o jantar e ainda lhe deu a senha do Wi-Fi.
O PS falhou.
O PSD pactua.
A esquerda fragmentou-se em birras.
E o povo… o povo escolheu o grito mais alto, não a razão mais justa.
E não me venham com conversas sobre democracia.
A democracia também elegeu Hitler.
A democracia, sem memória, sem cultura e sem coragem, é só um palco aberto para monstros bem vestidos.
Se hoje tens vergonha... mostra-a.
Se tens raiva... canaliza-a.
Porque o país em que vamos acordar amanhã já não será o mesmo.
E se não fizeres nada, vais acordar um dia com a boca tapada e as mãos atadas, e vai ser tarde demais para dizer que não sabias.
@Pedro Lima
17Mai25