Há uma ideia generalizada e comprovada que existem vários Mundos.
Simplificando, temos o Mundo civilizado, o da cultura ocidental, com eleições, com tecnologia, com educação e serviços de saúde aceitáveis. E no outro extremo temos os Mundos dos que nós achamos que estão mais atrasados, que não têm tecnologia, não têm assistência médica, não usam automóveis nem máquinas de lavar a roupa, e não enviam os filhos à escola.
Fazendo um balanço geral ao sucesso ou insucesso de cada um destes Mundos, vejamos algumas conclusões.
- O Mundo "civilizado" poluiu os rios e mares e tem grande parte dos alimentos contaminados com micro plásticos, pesticidas, antibióticos, e outros poluentes.
- O Mundo "incivilizado" tem preservado, até agora, a pureza das águas dos rios e dos mares. Pelo menos não têm sido eles a contaminar.
- O Mundo "civilizado" inventou armas que podem destruir de um momento para o outro quase toda a vida do planeta, e tem a capacidade de matar os seus semelhantes apenas premindo um ou poucos botões.
- O Mundo "incivilizado" pode ter aparente agressividade, mas não tem capacidade para provocar o extermínio, em pouco tempo, de cidades e vilas inteiras.
- O Mundo civilizado acabou com a fauna selvagem de grande porte, reduzindo drasticamente a diversidade animal.
No Mundo civilizado temos galinhas, vacas, cabras, porcos e ovelhas, cães e gatos, e pouco mais.
- Nas regiões do Mundo incivilizado, grande parte dos rios não estão ainda poluídos, mantêm ainda algumas florestas naturais, com a sua natural e necessária biodiversidade animal e vegetal. Ainda restam alguns nichos em Africa, América do Sul, subcontinente Indiano, no Ártico e Oceânia, pouco mais.
Conclusão
As populações do Mundo civilizado, para compreenderem como era o Planeta antes da sua intervenção, tem de se deslocar aos jardins zoológicos e aos jardins botânicos, ou fazer longas viagens de turismo ao tal Mundo incivilizado. È assim para verem no seu ambiente natural, elefantes, leões, chimpanzés, gorilas, rinocerontes, girafas, cangurus, ursos, baleias, ursos, e outros bichos da natureza.
Em caso de grandes catástrofes (guerras nucleares, alterações climáticas, ou pandeamias, será mais provável acabarem ou passem muito mal, os habitantes do Mundo civilizado, do que os habitantes do chamado "Mundo atrasado". Sem as cadeias de abastecimentos as populações das grandes metrópoles do Mundo civilizado não tem como sobreviver.
Talvez já não seja a primeira vez que a chamada "civilização" volta atrás para a chamada "barbárie". A reserva da espécie humana poderá estar ainda no Mundo incivilizado.
Tudo depende de nós, dos civilizados
De alguns entre nós.
Uma grande maioria dos comentadores e os jornalistas fazedores de notícias, estão a fazer lavagem ao cérebro dos leitores e espetadores, em vez de nos informarem da realidade de uma forma imparcial e bem fundamentada.
Por exemplo, em relação à guerra na Ucrânia, os Rogeiros e os Milhazes, diziam, há mais de três anos, que Putin estava com um cancro em fase terminal e não duraria mais do que poucos meses. Também tinham com certo que a Rússia tinha equipamento da 2a Guerra Mundial, obsoleto, e que se esgotaria em poucas semanas, terminando a guerra com a derrota da Rússia. Outra informação dada pelos "competentes" comentadores bem informados, a Rússia avançava apenas alguns metros por dia, com elevadíssimo número de baixas.
Resultado, ao final de três anos a Rússia ocupa cerca de 20% do território da Ucrânia e Putin ainda está vivo.
Ainda não morreram os russos todos.
Se alguém faz estas perguntas, ai Jesus, que temos aqui um fiel apoiante de Putin.
Ora "batatas", que grandes democracias, que grande liberdade, e que grande imparcialidade da comunicação social do Ocidente.
Eu chamaria "manipulação psicológica", e recusa de conhecer a realidade.
Os Russos (os seus dirigentes), não serão pessoas de bem, são o que são. Mas nós, (ocidentais civilizados), também não temos dado grandes lições de autoridade, de autonomia de pensamento, nem de visão a médio e longo prazo, nem competência.
Impusemos os nossos valores no Vietname, no Iraque, na Líbia, no Afeganistão. Com que resultados? Nada bonito para apresentar.
Os muitos dirigentes sem experiência nem competência não conseguiram até agora um único exemplo de transformar os países onde tiveram intervenções militares nas prometidas Suécias desenvolvidas e grandes democracias.
E o mais preocupante é que vamos de mal a pior. Desapareceram os grandes líderes como Jacques Delors, Willy Brandt, Helmut Kohl, Georges Pompidou, substituídos agora pelos inexperientes burocratas Ursulas von der Leyen(s), as Kaja Kallas, os Mark Rutter(s), Giorgia(s) Meloni(s), etc., etc., e nos EUA, por maluco ignorante e narcisista, que vai impondo a sua vontade.
Estamos bem, não estamos?
Depois admiram-se que outros loucos como os Putins, os Netanyahus, os Aiatolás, e dos Kim Jong-un(s) façam o que fazem?
Conclusão
A lei geral da humanidade é e sempre foi, a lei do mais forte. Só pontualmente esta regra geral tem sido interrompida.
Um país forte com um país fraco, manda o país forte. Dois países fortes, têm medo um do outro, e há paz durante algum tempo.
Aplicando esta regra às guerras Israel/ Irão. Se o Irão fosse mais forte, mandava o Irão. Sendo Israel (com as costas quentes dos EUA), o mais forte, manda Israel (justa ou injustamente). Aparentemente é tudo farinha do mesmo saco.
Hipótese:
Neste caso Israel/Irão, só haveria (haverá) paz quando o Irão tiver bomba atómica.
Quando estiver assegurada a destruição mútua, começam a respeitar-se, ou, pelo menos, a temer-se. Pode ser o caminho mais difícil e arriscado, mas talvez seja o único.
Tem sido assim durante os últimos 70 anos entre os EUA e a Rússia. Tem sido assim durante toda a história conhecida. Agora entra também a China.
O Mundo é como é, e não como cada um de nós gostaria que fosse.
Há certamente pessoas com qualidade nas universidades, nos serviços públicos, nas empresas, nas forças armadas, na sociedade civil, entre os intelectuais, até nos trabalhadores com poucas qualificações mas inteligentes e bem formadas intelectualmente
Mas, o problema, é que gente séria e competente não quer ir para a política.
A devassa das suas vidas privadas, das suas famílias, as intrigas e acusações falsas, etc., afastam atualmente os melhores, de quaisquer cargos com exposição pública.
Conclusão
Estamos a deixar a política e as decisões sobre a nossa própria vida, aos piores elementos da sociedade, aos lavadores de cabeças, aos ambiciosos sem escrúpulos, ou, igualmente mau, aos mais fraquinhos.
5Jul25