O Sr. Procurador do Baixo Vouga de duas uma. Ou estava de muito bom humor neste dia, ou acha mesmo que isto é uma prova irrefutável de corrupção:
"1040.º No dia 8 de Abril de 2009, pelas 9h36, Manuel Godinho instruiu Namércio Cunha a oferecer, por ocasião da Páscoa, um pão de ló a José Penedos, o qual devia enviar por intermédio de Paulo Penedos."
"1041.º Logo após, Namércio Cunha elucidou Manuel Godinho que não iria enviar idêntica oferenda para António Mexia, pois que apenas se destinava a "quem estava mais próximo", ao que aquele concordou."
Depois (pág. 504),
"Promovo a declaração de perdimentos a favor do Estado das seguintes recompensas dadas e/ou prometidas ou da condenação no pagamento ao Estado do valor correspondente, nos termos dos nºs 1 e do art.º 111º do Código Penal:"
Mas não aparece o pão de ló?
Quem vai comer o pão de ló?
Quanto à devolução de coisas prometidas também é hilariante.
Imaginem por absurdo que alguém numa fila nas finanças diz ao funcionário: - Já estou aqui há duas horas. Se me deixares passar à frente das outras pessoas dou-te um avião. Se alguém desta justiça ouvir não é que ele tem mesmo de dar um avião ao Estado?
Eu é que não percebo nada de leis, nem quero perceber!
Quando está em causa apanhar José Sócrates e o partido socialista vale tudo