Sábado, 24 de Dezembro de 2016

Atentados. Pode haver ou pode não haver ...

FBI-fabrica incompetentes.png

 Ora aqui está

Atentados. Sim, pode haver. Mas também pode não haver.

Pode ser amanhã, mas também pode ser daqui a 20 anos.
Uma notícia que ninguém suspeitava.
Uma enormíssima novidade.
Milhões de dólares para os serviços secretos mais caros do Mundo dizerem uma coisa tão importante, depois de um estudo aprofundado de grandes peritos.

A banalidade mais cara de sempre, que os nossos jornalistas vendem com grande orgulho.

A realidade é esta,
Até o mais imbecil, incompetente e analfabeto agente de menor graduação da polícia do bairro de lata mais imundo era capaz de chegar a esta conclusão.

Pode haver...

Riam. É Natal.

publicado por eu-calipto às 12:07

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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016

Exemplo acabado de contra-informação por encomenda

Uma grande parte dos  jornais em papel dão prejuízo mas não encerram. Porquê?

Tem de haver uma razão e há.

Os jornais no momento atual não servem para informar nem as empresas dos jornais se importam muito com o lucro. O negócio deles é o lobby, a política baixa, os favores, as notícias encomendadas e "talvez" pagas a peso de ouro.

Todos os dias vemos isto, sobretudo dos jornais de direita, Correio da Manhã, jornal I e ao fim de semana o Sol. As notícias visam claramente certos interesses e simpatias.

Sócrates percebeu isto e saiu-lhe mal porque o espaço já estava ocupado. Dizem que queria "comprar" a TVI e controlar a informação. Pois, depois de de tudo o que já lhe tinham feito era tentador. Os chacais deram-lhe cabo do canastro porque ousou afrontar forças poderosas e veja-se no que deu.

Voltando à contra-informação encomendada, veja-se esta:

contra-informacao encomendada.jpg

 Quer-se fazer passar que o partido socialista está para fechar num dos próximos dias. Confundem-se 5 militantes com o partido, fazendo crer que é a maioria dos apoiantes. Também chamar socialista a Henrique Neto é a maior anedota dos últimos tempos.

Lembram-se dele a telefonar à mãe? " - Mamã, perdi as eleições".

mae perdi as eleicoes.JPG

Lojas dos chineses

Ora aqui está mais um negócio que não se percebe como não fecha as portas. Há uns dias vi um chinês de uma dessas lojas a entrar num BMW novo dos modelos mais caros. Como? Sim, como ganhou para aquela bomba a vender fita cola, palmilhas para sapatos e capas de telemóveis. Pois, é que ele não pagou o BMW com os poucos Euros que entram até ao fim de um dia sem pagar impostos. Ele e os indianos empregam compatriotas que passados uns meses ou anos ficam legais na Europa. Estes lojeiros recebem o dinheirinho da imigração ilegal à partida, lá na terrinha deles ou em paraísos.

Nota: Não tenho provas disto que estou a dizer. Mas é preciso? Não está bem à frente das nossos olhos? Só não vê quem não quer.

publicado por eu-calipto às 20:13

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Sexta-feira, 8 de Julho de 2016

Durão Barroso - O canalha português

o canalha portugues_1.jpg

Contam-se atualmente 101 cargos. Não fez nada de jeito em nenhum deles

Tony Blair ainda teve o rebate de consciência de admitir que errou ao apoiar a guerra do Iraque.
O canalha português, que só tirou benefícios oportunistas por todos os lugares por onde passou continua a lucrar com a desgraça dos outros, sempre aliado ao que pior existe na política internacional.
Conclusão
O maior oportunista e o maior canalha português (sem escrúpulos, sem moral, sem dignidade).
Quem o apoia é igual a ele, ou gostava de ser, assim como ele também apoia os que são da sua laia.
Um dia há-de pagá-las.

Estranho que ele sempre mostrou o que era e ao que vinha, mas muita gente não percebeu, nem os "espertos" da Europa.

A marca de sempre. Um papagaio falante sem ter nada de útil a dizer.

Esta também está bem apanhada,

Tachista mor.PNGSegundo o jornal Público: Já havia correspondencia entre Durão e Goldman quando aquele era presidente da Comissão Europeia, com sugestões de medidas políticas.

Alguém pensava que o convite a Durão era um acaso ou um engano? Inocentes!

canalha portugues_10.PNG

 

 

publicado por eu-calipto às 22:55

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Segunda-feira, 13 de Junho de 2016

Começo do início do fim da impunidade?

Ainda é muito cedo para se saber onde isto vai dar. Os acusadores também são suspeitos, mas sendo o que são, apertados passam a batata quente a outros para salvar a própria pele. Enfim!

Juiz e procurador são testemunhas contra jornalistas

http://sol.sapo.pt/artigo/513202

Carlos Diogo Santos

carlos.santos@newsplex.pt

O Ministério Público acusou esta semana 13 jornalistas e diretores de três meios de comunicação social por violação do segredo de Justiça na Operação Marquês. A acusação surge no âmbito de um inquérito que conta apenas com duas testemunhas: o procurador titular do processo de Sócrates, Rosário Teixeira, e o juiz de instrução criminal Carlos Alexandre. Os acusados são dois profissionais do SOL (José António Saraiva e Felícia Cabrita), três da revista Sábado e oito do Correio da Manhã. Os restantes 20 jornalistas, de outros órgãos de comunicação, que tinham sido constituídos arguidos viram o seu processo ser arquivado.

Quanto aos diretores das três publicações à data das notícias, José António Saraiva, Rui Hortelão e Octávio Ribeiro, o DIAP de Lisboa diz que, tendo conhecimento de que os jornalistas iriam publicar peças que violavam o segredo de Justiça, «a isso não se opuseram, como podiam e era sua obrigação fazê-lo». «Atuaram todos os arguidos de forma livre e conscientes», concluem.

Faltam ainda muitos Josés Rodrigues dos Santos, Manuelas Mouras Guedes, Paulos Morais, Eduardos Dâmasos e outros nojentos.

publicado por eu-calipto às 23:17

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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

Dinamarca borra a pintura

reino da Dinamarca_Jan16.jpg

O governo radical de direita da Dinamarca aprovou esta semana uma lei que permite confiscar os bens dos imigrantes que entram no país.

Se por um lado se compreendem as preocupações dos cidadãos europeus ao serem quase “invadidos” por turbas de muçulmanos refugiados do médio oriente, também é um pouco estranho uma medida digna das piores ditaduras.

Deixa-se uma pessoa entrar no país e logo depois manda-se abrir as malas e tira-se o que se quiser dos poucos bens que conseguiram transportar numa mochila. Olha-se para as mãos e para o pescoço e se têm um anel ou um colar de ouro tira-se para pagar as despesas de acolhimento.

Isto não é  um país de acolhimento civilizado mas sim uma casa de penhores.

Mais grave é isto ser feito por uma das nações consideradas mais civilizadas do Mundo.

Perde-se a razão completamente quando uma pessoa supostamente civilizada se comporta como um imbecil bárbaro. Quem tem de dar o exemplo é o mais educado. Só assim se mantém a superioridade moral.

Mais fácil e honesto era proibir a entrada no país e ponto final.

Imaginem um português entrar no Egipto em férias e um árabe abrir a carteira e tirar todo o dinheiro? O que diríamos?

Nem no Burkina Faso consta que isto tenha acontecido.

A cereja em cima do bolo

Desde que o índice foi criado, em 1995, a Dinamarca lidera ranking de países menos corruptos do Mundo.

Não têm corrupção mas de uma certa cleptomania também ninguém lhes tira uma elevada classificação.

publicado por eu-calipto às 22:34

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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016

Manipulação jornalistica no seu melhor

Um pasquim encontra sempre uma maneira manhosa de dar uma notícia.
A imaginação do jornalismo de sarjeta, desonesto e ranhoso, não tem limites.
Einstein dizia: "Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo".

O exemplo mais recente:

pasquim CM-7Jan16.jpg

Para quem tiver um pouco mais de tempo e paciência para me aturar eu explico melhor o que se passa.

Há um certo jornalismo que em vez de dar as notícias opta pela estratégia de fazer intriga política, devassar a vida íntima das pessoas mais conhecidas, fazer investigação policial, entrar em guerras e polémicas pessoais. Isto é também uma forma de ganhar audiências e vender jornais. Para completar a cereja em cima do bolo, colocam umas fotos de umas raparigas quase nuas e umas notícias de crimes horrendos contados com todos os detalhes.

Em Portugal nenhum jornal ou órgão de comunicação social desempenha melhor este papel do que o CM - Correio Manhoso.

O pior e mais preocupante, é que há todos os sinais que este pasquim recebe informações de alguns elementos do sistema de justiça.

É todos os dias. Uma vez é Sócrates (de umas das vezes durante mais de 40 dias seguidos), depois foi por algum tempo Miguel Macedo, agora é Pinto da Costa.

Quando a justiça decide de forma contrária ou menos simpática para as preferências do Correio Manhoso, este serve-se do meio de comunicação para deturpar as opiniões e decisões dos outros.

Veja-se o exemplo do título que inicia este artigo. Um processo contra Rui Rangel foi arquivado, portanto aproveita-se para levantar a suspeita que foi jogo de secretaria. Tem sido sempre assim. Alguém que seja contrário à “pasquinice” aparece logo na capa do dia seguinte com qualquer insinuação caluniosa. Se alguém protesta, vem o grito de socorro:

"-Aqui-d’el-rei" que querem amordaçar a informação independente".

Um nojo!

publicado por eu-calipto às 09:40

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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2015

Corrupção! Crime difícil de provar, então não é preciso provar!

Uau! A grande conclusão dos jornalistas de sarjeta.

Se parece é!  Limpinho, limpinho!

Outro “bom” serviço dos jornalistas do lixo: Se não se conseguem provar os crimes, ou porque nunca existiram, ou porque os fracos investigadores não conseguiram apresentar as provas, então condena-se na comunicação social. Basta ter uns ajudantes de diabo, tipo Felícias, Dâmasos; Tânias, Otávios; Fernandos Esteves, etc., super desajuizados e procuradores do clã “Vida Limpa”.

Os exemplos são mais do que muitos.

Tenho dúvidas que Carlos Cruz seja mesmo culpado pelos crimes que o mantêm na cadeia, mas um dos casos mais escandalosos de “condenar ao kilo” passou-se no processo Face Oculta.

(Transcrições exatas do texto do acórdão).

Pág 2636 - A pena do Contradanças

Apesar da sua anti-juridicidade, os factos praticados por José Contradanças, comparativamente com os levados a cabo por outros, em termos de ilícito de corrupção, estão próximo dos limites mínimos da gravidade, sendo certo que se tratava de um Administrador de uma empresa pública (a “IDD”). Há ainda a considerar a menor intensidade do dolo, além de que não recebeu qualquer contrapartida de Manuel Godinho, nem este obteve adjudicações por seu intermédio. Assim, não possuindo antecedentes criminais e ponderando ainda as circunstâncias enunciadas, considera-se ajustado fixar a pena seguinte: - a pena de 1 (um) ano e 6 (seis) meses de prisão, pela prática de um crime de corrupção passiva para acto ilícito, previsto e punido pelo artigo 372.º, n.º 1, do Código Penal (Parte IV).

Leram bem?

Não recebeu qualquer contrapartida” e “nem este obteve adjudicações por seu intermédio”, “... considera-se ajustado fixar a pena seguinte: - a pena de 1 (um) ano e 6 (seis) meses de prisão”.

As páginas 1815 e 1816 também têm coisas interessantes deste género.

Está escrito por juízes. Não fui eu que inventei.

 

Noutras decisões também do Face Oculta os “condenados em primeira instância” entraram em choque com o corrupto assumido e provado (Godinho), mas isso para os juízes é: “… ter uma conduta correta para dar um ar de aparente inocência …”, numa altura em que ainda não se sabia que ia haver problemas com a justiça. Vai lá vai!

 

O caso Sócrates também começa a levantar muitas dúvidas. Qualquer pessoa que ouse ter alguma dúvida sobre a culpabilidade ou inocência de Sócrates é acusado nos pasquins de ser colaboracionista e também criminoso, aparece logo a sua fotografia e difamação nas capas dos lixos informativos, assim como da sua família e amigos.

Assim vale tudo! Isto que eu digo verifica-se todos os dias.

publicado por eu-calipto às 08:36

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Sábado, 24 de Outubro de 2015

Jornalismo manhoso e mal cheiroso

O semanário Expresso tem sido um dos jornais mais credíveis e sérios da imprensa portuguesa, honra seja feita aos seus dirigentes e profissionais.

Mas, como diz o povo, no melhor pano pode cair uma nódoa.

Explico.

A palavra “Sócrates”, ou a sua fotografia, ajudam a vender jornais. Um acontecimento que nada tem a ver com Sócrates tem Sócrates no título da notícia e toda a gente é levada a ler, os que gostam e os que não gostam.
De vez em quando também o Expresso ensaia esta estratégia suja, nojenta, do Correio da Manha & Comp. Lda. Não com muita frequência felizmente mas hoje aconteceu.

ate o Expresso suja as maos_24-Out15.jpg

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-10-24-Caso-Socrates-custa-33-mil-a-Mourinho

Para além da ignorância do jornalista, que diz que José Mourinho é treinador do Manchester, ainda dá erros de ortografia, “... conservatória fo registo predial …”.
Um parágrafo infeliz para o jornalista Micael Pereira. Um deslise. Este profissional até tem outros artigos equilibrados e bem escritos.

Apenas se faz este reparo no sentido construtivo. Um aviso de amigo: – Expresso, não vá por aí! Esse caminho está todo cheio de parasitas e porcaria mal cheirosa.

Veja-se a vergonha de jornalismo que existe, e vende, e vende, e vende muito.

Operação Marquês

A lista de assistentes inclui jornalistas de quatro órgãos de comunicação social: “Correio da Manhã”, “Sol”, “i” e “Sábado”.

O quê? A que propósito? Com que utilidade?

Colocar a raposa a tomar conta do galinheiro?
Ou melhor,
Colocar manteiga em focinho de cão, esperando que o canídeo não estique e língua para fora da boca para lamber a manteiga, impossível, impensável, inacreditável, mas acontece.

Desde o fim do segredo de justiça no caso Marquês que o Correio Manhoso tem todos os dias detalhes do processo, aliás, nada de concreto no que diz respeito aos crimes, só chachadas.

Como é possível uma coisa em segredo de justiça estar acessível a jornais de sarjeta?

É ISTO O FIM DA IMPUNIDADE?

Lamente-se.

Fica uma dúvida em forma de humor. Será que os caixotes têm algo dentro?

provas contra Socrates_ate agora_20Out15.png

Até ao dia de hoje isto continua verdade. Onde está a acusação?

publicado por eu-calipto às 10:48

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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2015

D. Carlos é que fez bem

Num dia de temporal um petroleiro de 274 metros de comprimento que estava fundeado ao largo de Cascais foi arrastado pelo vento e pelas ondas e acabou encalhado junto à Marina de Cascais.

petroleiro encalhado em Cascais_f01_18Out15.jpg

 No dia seguinte, 18 de outubro de 2015, com a ajuda de 7 rebocadores e uma maré cheia lá saiu o navio.

D. Carlos assistiu a tudo.

D.Carlos a ver o petroleiro encalhado em Cascais_f

D.Carlos a ver o petroleiro encalhado em Cascais_f

 D. Carlos fez muito bem em ficar ali sossegado a olhar para o mar em vez de ler jornais e ouvir a televisão. Ele quer lá saber do que dizem e do que fazem os miseráveis políticos e o senil presidente da República.

Viva o Rei, que era um homem culto e gostava do mar.

publicado por eu-calipto às 00:37

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2015

Diferença entre jornalismo sério e jornalismo rasca

Artigo de Clara Ferreira Alves* no Expresso, em 22 de novembro de 2014.

Podia ser publicado hoje e ainda estava atual.

(* Escritora e jornalista portuguesa. Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra, trocou a advocacia pelo jornalismo e a escrita)

http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_clara_ferreira_alves/a-justica-a-que-temos-direito=f899406

Aqui fica a reprodução integral:

"A Justiça é antes de mais um código e um processo na sua fase de aplicação. Ou seja, obediência cega, essa sim cega, a um conjunto de regras que protegem os cidadãos da arbitrariedade. Do abuso de poder. Do uso excessivo da força. Essas regras têm, no seu nó central, uma ética. Toda e qualquer violação dessa ética é uma violação da Justiça. E uma negação dos princípios do Direito e da ordem jurídica que nos defendem.   

Num caso de tanta gravidade como este, o da suspeita de crimes graves e detenção de um ex-primeiro-ministro do Partido Socialista, verifico imediatamente que o processo foi grosseiramente violado. Praticou-se, já, o linchamento público. Como?  

1) Detendo o suspeito numa operação de coboiada cinemática, parecida com as de Carlos Cruz e Duarte Lima, a uma hora noturna e tardia, num aeroporto, quando não havia suspeita de fuga, pelo contrário. O suspeito chegava a Portugal. Porque não convocá-lo durante o dia para interrogatório ou levá-lo de casa para detenção?  

2) Convidou-se uma cadeia de televisão a filmar o acontecimento. Inacreditável.       

3) Deram-se elementos que, a serem verdadeiros, deviam constar em segredo de Justiça. Deram-se a dois jornais sensacionalistas, o "Correio de Manhã" e o "Sol", que nada fizeram para apurar o que quer que seja. Nem tal trabalho judicial lhes competia. Ou seja, a Justiça cometeu o crime de violação do segredo de Justiça ou pior, de manipulação do caso, que posso legitimamente suspeitar ser manipulação política dadas as simpatias dos ditos jornais pelo regime no poder. Suspeito, apenas. Tenho esse direito. 

4) Leio, pela mão da jornalista Felícia Cabrita, no site do "Sol", pouco passava da hora da detenção, que Sócrates (entre outros crimes graves) acumulou 20 milhões de euros ilícitos enquanto era primeiro-ministro. Alta corrupção no cargo. Milhões colocados numa conta secreta na Suíça. Uma acusação brutal que é dada como certa. Descrita como transitada em julgado. Base factual? Fontes? Cuidado no balanço das fontes, argumentos e contra-argumentos? Enunciado mínimo dos cuidados deontológicos de checking e fact-checking? Nada. Apenas "o Sol apurou junto de investigadores". O "Sol" não tem editores. Tem denúncias. Violações de segredo de Justiça. Certezas. E comenta a notícia chamando "trituradora" de dinheiro aos bolsos de Sócrates. Inacreditável. 

5) Verificamos apenas, num estilo canhestro a que a biógrafa de Passos Coelho nos habituou (caso Casa Pia, entre outros) que a notícia sai como confirmada e sustentada. Se o Watergate tivesse sido assim conduzido, Nixon teria ido preso antes de se saber se era culpado ou inocente. No jornalismo, como na justiça, há um processo e uma ética. Não neste jornalismo. 

6) Neste momento, não sei nem posso saber se Sócrates é inocente ou culpado. Até prova em contrário é inocente. In dubio pro reo. A base de todo o Direito Penal. 

7) Espero pelo processo e exijo, como cidadã, que seja cumprido à risca. Não foi, até agora. Nem neste caso nem noutros. Isto assusta-me. Como me assustou no caso Casa Pia. Esta Justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado com jornais civilizados. Isto levanta-me suspeitas legítimas sobre o processo e a Justiça, e neste caso, dada a gravidade e ataque ao regime que ele representa, a Justiça ou age perfeitamente ou não é Justiça.

8) Verifico a coincidência temporal com o Congresso do PS. Verifico apenas. Não suspeito. Aponto. E recordo que há pouco tempo um rumor semelhante, detenção no aeroporto à chegada de Paris, correu numa festa de embaixada onde eu estava presente. Uma história igual. Por alturas da suspeita de envolvimento de José Sócrates no caso Monte Branco. Aponto a coincidência. Há um comunicado da Procuradoria a negar a ligação deste caso ao caso Monte Branco. A Justiça desmente as suas violações do segredo de Justiça. Aponto. 

9) E não, repito, não gosto de José Sócrates. Nem desgosto. Sou indiferente à personagem e, penso, a personagem não tem por mim a menor simpatia depois da entrevista que lhe fiz no Expresso há um ano. Não nos cumprimentamos. Não sou amiga nem admiradora. É bizarro ter de fazer este ponto deslocado e sentimental mas sei donde e como partem as acusações de "socratismo" em Portugal. 

10) As minhas dúvidas são as de uma cidadã que leu com atenção os livros de Direito. E que, por isso mesmo, acha que a única coisa que a Justiça tem a fazer é dar uma conferência de imprensa onde todos, jornalistas, possamos estar presentes e fazer as perguntas em vez de deixar escorregar acusações não provadas para o "Correio da Manhã" e o "Sol". E quejandos. Não confio nestes tabloides para me informarem. Exijo uma conferência de imprensa. Tenho esse direito. Vivo num Estado de Direito. 

11) Há em Portugal bom jornalismo. Compete-lhe impedir que, mais uma vez, as nossas liberdades sejam atropeladas pelo mau jornalismo e a manipulação política.  

12) Vou seguir este processo com atenção. Muita. Ou ele é perfeito, repito, ou é a Justiça que se afundará definitivamente no justicialismo. Na vingança. No abuso de poder. Na proteção própria. O teste é maior para a Justiça porque é o teste do regime democrático. E este é mais importante que os crimes atribuídos a quem quer que seja. Não quero que um dia, como no poema falsamente atribuído a Brecht, venham por mim e não haja ninguém para falar por mim. A minha liberdade, a liberdade dos portugueses, é mais importante que o descrédito da Justiça. A Justiça reforma-se. A liberdade perde-se. E com ela a democracia".  

CONCLUSÃO

Uma das boas formas de saber se alguém é intelectualmente sério e competente é ler o que escreveram como previsão do futuro em dias passados. Assim podemos verificar se acertaram. Lembro Paulo Portas no parlamento em 2006 a insultar Ferro Rodrigues, que ainda se havia de lamentar quando fossem mostradas as provas das armas de destruição maciça que deram origem à guerra do Iraque. Bom, até hoje nada! Ferro Rodrigues ainda não teve de se arrepender por duvidar.

publicado por eu-calipto às 10:34

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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2015

Anabela Rodrigues - memória futura

Lembram-se das gravações do processo Casa Pia?

Eram para memória futura...

Agora, para memória futura da Ministra da Administração Interna do governo Passos Coelho, vejam e oiçam esta intervenção pública.

Só fico na dúvida se a senhora está doente, se estava bêbeda como o Ministro da Economia Pires de Lima, ou se a senhora é mesmo "lerda".

Eu nem queria acreditar quando ouvi na televisão-

Aqui está o filme.

 Governo aprova Estatuto da PSP e deixa de fora GNR

Só com humor se aguenta isto

A senhora queria ser zebra, mas Passos insistiu em que ela fosse ministra.

Azar o deles:

publicado por eu-calipto às 09:32

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2015

Comércio justo

Comparar a solidariedade e convergência europeia com a de uma família.

Vamos fazer a seguinte suposição:

A União Europeia é uma família. Os países são as diferentes pessoas de uma mesma família.

Na família há membros que são mais pobres, enquanto outros elementos da família ganharam muito dinheiro e vivem muito bem.

Um dia juntam-se e combinam entre eles que a família se devia unir e entreajudar para fazerem frente e outras famílias ricas da cidade.

Mas, devido a um grande temporal, os mais pobres perderam as colheitas e foram pedir dinheiro emprestado aos mais ricos. Estes disseram logo que sim, mas os mais ricos exigiram que para cada 100 € emprestados os pobres teriam de pagar no final do ano 120€. Os 20% de juro era pela razão de eles serem mais pobres, portanto não havia a garantia de eles poderem pagar na data combinada, para além de não terem mais ninguém a quem pedir dinheiro emprestado.

Um dos elementos mais ricos resolveu comprar um carro novo, e pediu que todos os elementos da família contribuíssem com uma pequena ajuda, comprometendo-se a devolver 105€ por cada 100€ pedidos. Seja, pagaria apenas um juro de 5%. Como era rico havia a certeza que viria a pagar na data combinada e se fosse preciso iria pedir a outros.

Resumo nesta fase da história. Os que tinham menos dinheiro pagaram 20% pelo empréstimo que precisavam para necessidades básicas, mas um dos mais ricos pagou um juro de 5% para compra de um bem de luxo.

Ao final do ano os mais pobre ainda não tinham conseguido pagar toda a dívida. Então os mais ricos da família dizem que assim não pode ser, que eles teriam de pedir mais dinheiro emprestado para pagar a dívida restante, mas agora teriam de pagar no final do 2º ano 130€ por cada novos 100€ pedidos. Ao fim do 3º ano as coisas estavam ainda pior é então surge a ideia brilhante. Como não têm dinheiro suficiente para pagar então têm de vender a casa e entregar algumas ferramentas de trabalho, deixando os mais ricos tomarem conta da horta.

Gostavam de saber como vai acabar esta história? Oxalá que não à estalada como já aconteceu em casos parecidos.

Agora o que não podemos é chamar a esta "lógica" de raciocínio nem solidariedade nem convergência.

Agora fiquem a pensar em países, formados por muitas e muitas famílias.

Parece uma história da carochinha, mas serve para ver a realidade de um ângulo diferente da habitual lenga lenga dos comentadores de TV.

O contraste é gritante e permite perceber onde estamos é para onde caminhamos.

Agora uma imagem sobre o preço justo definido pelos  "MERCADOS"

preço justo.png

publicado por eu-calipto às 23:09

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Sábado, 18 de Abril de 2015

Relvas - tudo muito limpinho

Palavras para quê?

Uma imagem vale muito mais do que ... mas

Uma manchete de jornal vale uma fortuna. O que nunca se sabe é quem paga.

O Expresso ainda é o que menos suspeitas levanta de encomendas.

Não obedeço.png

 A propósito.

Lembram-se das críticas ao governo Sócrates? As gorduras do Estado, blá, blá, blá, ...

Agora que morreu Mariano Gago, um dos despesistas das gorduras, um dos mantinha uma série de gente a viver acima das possibilidades (segundo a opinião dos estarolas), todos vêm chorar lágrimas de crocodilo, "... que era muito competente", "a quem a ciência muito deve", etc., etc.

Até Passos Coelho se fartou de chorar, e até o mendigo reformado do palácio de Belém nõ se conteve. Todos num pranto. Era tão bom o Mariano Gago (dantes era o M. Gágá).

Estou farto de cinismo.

 

publicado por eu-calipto às 19:47

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Sexta-feira, 3 de Abril de 2015

Germanwings - a cereja em cima do bolo

Já começamos a estar habituados, que dos países “civilizados”, aqueles que nos dão ralhetes e “bons” conselhos, por vezes vêm os piores exemplos.

Criminosos e assassinos em série, o que não há memória de ter acontecido nos países atrasados e desorganizados do Sul.

Só alguns exemplos:

Finlândia

Pekka Eric Auvinen. Massacre na escola Jokela em 7 de novembro de 2007 - matou 8 pessoas numa escola.

Noruega

Anders Behring Breivik assassinou a tiro, em 22 de Julho de 2011 , 85 jovens num encontro da Juventude do Partido Trabalhista.

Bélgica

O pedófilo Marc Dutroux, entre 1995 e 1996, sequestrou, torturou a abusou sexualmente de 6 meninas e matou 4 delas.

Alemanha

Em 2011, Detlef Spies foi condenado a 14 anos e meio de prisão por ter violado, durante mais de 20 anos, a filha, o enteado e a enteada, de quem teve oito filhos.

Áustria

Josef Fritzl, foi condenado em 2009 a prisão perpétua por ter sequestrado e violado a filha durante 24 anos e ter tido sete filhos dela.

Agora em 2015, da Alemanha, temos o supremo exemplo da maldade humana. Um co-piloto de uma das melhores companhias aéreas de aviação, Andreas Lubitz leva intencionalmente para a morte 150 pessoas que nem sequer conhecia nem tinha nenhum motivo contra elas.

Dos Estados Unidos é melhor nem falar, é outro campeonato.

Aqui na velha Europa, deixem os países do Sul serem atrasados, pelo menos no que diz respeito à violência extrema. “Preguiçosos” mas com espírito mais humano e solidário.

Uma Santa Páscoa.

publicado por eu-calipto às 16:36

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Segunda-feira, 2 de Março de 2015

Segredo de justiça - Mortal / Fatal

O "segredo" de justiça está pelas ruas da amargura, mas, para compensar, a "indiscrição, inconfidência, revelação, etc., outros antónimos" da justiça, estão no seu melhor.

Tudo se sabe. Ou porque alguns jornais são adivinhos, ou alguns jornalistas vão à bruxa, ou então porque "alguém" bufa aos jornais.

Não interessa. Também há os que acham que assim está tudo bem. Quando é para os seus opositores políticos tudo é lícito, mas quando é para as nossas simpatias é escandaloso. É a vida! O Homem não é perfeito.

Agora esta notícia não deixa de ser interessante, vinda da página da Associação Sindical dos Juízes Portugueses.

http://www.asjp.pt/2015/02/28/carlos-alexandre-fecha-processo-de-jose-socrates-a-sete-chaves/

Carlos Alexandre fecha processo de José Sócrates a sete chaves

Temos então as seguintes conclusões:

Tudo isto quer dizer várias coisas:
1º Esta limitação de acesso ao processo é uma confirmação de Alex de que as fugas podiam vir do sistema de justiça, seja, dos seus mais próximos.
2º Há notícias falsas a circular na imprensa "... malas com dinheiro entregues no estrangeiro..., etc.". Mas o Ministério Público nunca se preocupou a desmentir as notícias falsas.
3º Já ninguém sabe o que é mentira e o que é verdade.

Minha previsão:

O que houver de verdade, ou outras mentiras, só vão surgir uma semana antes das eleições legislativas.

Entretanto, surge na capa do jornal Público de dia 2 de março 2015:

capa jornal_publico_2Mar15_radical-mortal.jpg

Ora isto é interessante. O senhor não disse que não tinha ido almoçar com jornalistas. Apenas jurou que não tinha violado nada "ninguém", aliás, como as juras que ele próprio nunca acredita quando vindas dos suspeitos que lhe caem nas mãos. Para algumas "figuras" do Ministério Público, as justificações e provas que favorecem os arguidos levam frequentemente este rótulo "... ah, ah, isso vale o que vale...". (Está mesmo assim em muitos processos).

publicado por eu-calipto às 10:16

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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Os gatos não têm vertigens

Trata-se do título de um filme português do realizador português António-Pedro Vasconcelos.

Fui ver no sábado passado. É um excelente filme que aconselho vivamente.

O filme sobre um caso, embora pouco plausível, mas ainda assim possível de acontecer na realidade. O filme tem sempre interesse e surpresas imprevisíveis (como todas as surpresas). Basicamente descreve com bastante realismo a vida de um adolescente marginal do bairro de Alfama (João Jesus) que é expulso de casa e se refugia no telhado de uma viúva idosa (Maria do Céu Guerra). O falecido (Nicolau Breyner) continua a “assombrar” a vida da antiga companheira. A linguagem é um pouco livre, mas é o que se ouve à porta das escolas.

A fotografia é muito boa assim como o desempenho dos atores. Música de Ana Moura.

No final os espectadores bateram palmas e muitos choraram. Tem um final feliz.

Não digo mais, vão ver o filme.

Obrigado pelos bons momentos a António-Pedro Vasconcelos.

 

publicado por eu-calipto às 19:24

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Remodelação do Governo

Tanto esforço, tanta guerra, tanto dinheiro  gasto em fazer eleições.

Para quê? Para eleger o melhor Primeiro Ministro e os melhores Ministros?

A prática tem dito que nada disto é verdade.

Por outro lado, todos os dias ouvimos nas nossas televisões os comentadores de serviço com boas soluções para tudo.

É hora de pôr os treinadores de bancada a governar.

Alguns até têm bastante audiência e fundamentam as suas opiniões e opções, portanto é de acreditar que estão bem preparados para governar. Por mim acho que valia a pena a experiência. Será que pode haver pior do que o que temos agora?

A ideia proposta é esta.

Faltam ainda os secretários de Estado, mas aguardo por sugestões. Por exemplo alguém para substituir o olhudo da cultura, e ainda um bom para a educação.

publicado por eu-calipto às 20:36

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Domingo, 20 de Julho de 2014

Viver acima das possibilidades

"Comemos bem".

Cavaco, na Coreia do Sul sobre a refeição sul-coreana de um "chef" português.

"Fica tenrinho",

Notou Maria Cavaco Silva, enquanto o embaixador português na Coreia do Sul, António Quinteiro Nobre, garantiu: "É o leitão legítimo, é como se estivéssemos na Bairrada".

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=156309

Sri Lanka - Passos Coelho chegou a Colombo para visita de um dia.

BES. Juristas defendem que Salgado deveria ter sido arguido por impostos rectificados.

http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/bes-juristas-defendem-salgado-deveria-ter-sido-arguido-impostos-rectificados

Paulo Portas participa em feira internacional de negócios em Luanda.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/460276-paulo-portas-participa-em-feira-internacional-de-negocios-em-luanda

E a Presidente da Assemplebeia da República? Para onde foi?

É só festa!

Dizem que o presidente e os ministros andam em viagem para arranjar negócios para o país. Mas afinal quem é que faz negócios? São os industriais, ou os ministros ou o presidente? Para mim foram passear à nossa custa. Por acaso Portugal é um país rico para viagens ao estrangeiro?

Eu estou em casa a escrever para o blog, o que não implica nenhuma saída de dinheiro para o estrangeiro. O que ganho está como reserva no banco para alguma despesa de saúde ou outra imergência. Entretanto banco dá-me um juro miserável e cobra mais 5 vezes a quem eles emprestam o meu dinheiro. Se não receberem são os meus impostos que pagam.

Entretanto os banqueiros "falidos" vão de férias para o Brasil com Marcelo Rebelo de Sousa e sua amante.

Afinal quem é que vive acima das possibilidades? Eu tenho todas as minhas contas em dia.

publicado por eu-calipto às 23:03

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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014

BES = Bes-tial -> Bes-ta

A crise no BES é apenas o mais recente episódio do capitalismo de casino que vivemos atualmente.

Desde há muito tempo que quem ganha, ou ganhou muito dinheiro, não é quem faz calos a cavar terrenos para plantar batatas ou cenouras. É que está num computador a fazer negócios, ou atrás do balcão de um banco ou de uma seguradora a dar papelinhos de créditos ou de garantias, que afinal nada ou quase nada valem.

Tudo muito melhor explicado neste vídeo:

Para quem não perceber isto há uma explicação ainda mais simples -> foi José Sócrates que causou esta crise em Portugal, e porque não, em todo o Mundo. Desta forma podem dormir mais descansados, não gastar os miolos e despejar todos os ódios e frustrações.
publicado por eu-calipto às 23:47

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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Agora só há dinheiro para a Ucrânia

Alemanha propõe ajuda para pagar factura do gás da Ucrânia

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=145069

Coisas sem sentido:

Portugal era um dos países industrial e culturalmente mais atrasados da Europa.

Pelo menos com esta justificação convenceram-nos que era muito bom entrarmos para um clube de ricos da União Europeia. Também aceitámos pertencer ao mesmo clube de moeda única, porque o Euro era bom.

Resultado: Não se viu nada. Vinte anos depois continuamos o país economicamente mais frágil da Europa rica. Recuperámos um pouco na cultura e na preparação cultural e científica, mas os governantes logo acharam que era demais e incentivaram os jovens mais bem preparados a emigrar para conseguirem uma vida melhor para eles próprios. No global estamos pior do que antes.

Cá no “cantinho” não há lugar para luxos, portanto quem quer viver um pouco melhor deve partir para outras paragens. Aqui o Estado Social não tem dinheiro para alimentar vícios como “ter emprego”, “receber reformas de velhice”, “receber subsídios de desemprego”, “ter direito a um hospital e ser bem tratado”, etc., estas coisas são lá para os povos superiores lá do Norte.

Cá nada disto é viável, mas nos outros países parece que é possível, por isso é que os nossos jovens mais bem preparados vão para lá e não regressam.

Em vez da maior igualdade entre ricos e pobres e entre países do Norte e do Sul, as diferenças são cada vez maiores.

Nada disto faz sentido.

Então o que fazer?

Deitar os treinadores de bancada e políticos de pacotilha pela janela fora e começar tudo de novo.

Porque razão os Europeus do Norte estão tão preocupados com Portugal?

Deixem-nos em paz. Há muito tempo que somos independentes.

Só perdemos a nossa autonomia quando tivemos governantes fracos que não gostavam dos portugueses e os acusavam de todas as fraquezas, tal como agora.

Não há alternativa, dizem. Sim com estes políticos e com os falsos amigos europeus não há mesmo.

publicado por eu-calipto às 18:27

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Domingo, 23 de Março de 2014

A comparação da economia de um país com a de uma família

O nosso comentador político/económico, o bem conhecido “masca pevides” usa muitas vezes a comparação entre uma dona de casa e um ministro da economia de um país.

Uma dona de casa não pode ir à praça e gastar mais do que o dinheiro que traz na carteira. Caso contrário fica com dívidas na mercearia, que vai ter de pagar no dia seguinte com as despesas desse próprio dia. Não resolvendo o seu problema fica cada vez mais endividada, mas o merceeiro vai-lhe fiando porque sabe que ela tem uma casa e um carro. Tudo verdade.

Para resolver esta crise a longo prazo há duas estratégias:

Estratégia 1 - Tentar ir pagando a dívida a pouco e pouco e gastar o menos possível. Na verdade percebe que o mais acertado seria encontrar um emprego mais bem pago, mas para tal teria de ter mais habilitações e competências, o que já não é possível na sua idade e situação, só lhe restando pôr os filhos a estudar e prepará-los melhor para o futuro. Para equilibrar tudo isto tentar dizer ao merceeiro que lhe vai pagar mas vai demorar mais tempo do que o combinado inicialmente. Ela bem lhe diz que mais tarde ela se pode tornar uma boa cliente e cumpridora.

Estratégia 2 – Entregar todos os seus bens, a casa e o carro ao credor das suas dívidas e enviar os filhos para o estrangeiro para trabalharem para eles próprios. Poderia assim cumprir de imediato a sua dívida. Tendo perdido a casa e não tendo filhos consigo teria de se mudar para a velha aldeia. Não tendo também transportes para ir trabalhar na cidade mais próxima teria de se contentar com um emprego muito pior e mais mal pago. Mas pelo menos não devia nada a ninguém.

Resultados práticos

Relativamente à estratégia 1 o merceeiro não vai aceitar de bom grado, então força mesmo a solução da estratégia 2. O que ele quer é o seu dinheirinho mais depressa possível.

O que acontece a longo prazo

A senhora pagou toda a sua dívida e mudou-se para a aldeia. Vive mal, mas lá vai vivendo. Vai plantando umas batatas e umas galinhas de torna-se quase independente, voltando à vida dos seus bisavôs.

Entretanto merceeiro recebeu todo o dinheiro de uma vez mas perdeu a cliente que o alimentava. Despede mais um dos seus ajudantes e passa os dias encostado com pouco ou nada para fazer. Dali a pouco tempo também ele vai pedir emprestado a uns amigos e deixa de ter os filhos a estudar. Vai também acabar por ter de voltar para a aldeia e fica ao nível da sua antiga cliente, mas depois de uma quebra ainda mais drástica do que a da sua antiga cliente.

Conclusão

No final da história a ganância do merceeiro endinheirado deu em todos ficaram mais pobres.

Na realidade é mesmo assim, os povos mais atrasados são mais independentes e sustentáveis. Vivem pior mas de forma atrasada, sem qualidade de habitação, educação, cuidados de saúde, alimentação para subsistir dia a dia.

São sempre os que têm mais os que têm mais a perder. Numa crise de bairro como o descrito no exemplo são os mais ricos os que acabam por levar o tombo mais doloroso.

Se a história acabar assim deitam-se pela janela fora centenas de anos de desenvolvimento social e volta-se a uma sociedade com meia dúzia de senhores feudais e uma multidão de escravos. São as ondulações das sociedades. Está montada uma fábrica de revoluções violentas, (cruzadas religiosas, comunistas, outras novas formas ainda desconhecidas).

Agora o trabalho de fazer a comparação de uma dona de casa e seu merceeiro com um país, fica ao cuidado dos leitores que tiveram a paciência de ter lido este texto até ao fim e o tenham compreendido.

publicado por eu-calipto às 23:23

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Domingo, 2 de Março de 2014

Movimento pendular da política

Na física diz-se que tudo está em equilíbrio ou a tender para um estado de equilíbrio.

Na política é mais realista dizer-se que, ou se está a caminhar para o equilíbrio, ou a afastar do equilíbrio.

Na verdade as sociedades estão sempre em movimento, por esta razão há duas possibilidades, ou variam dentro de certos limites ou vão até um extremo de radicalismo e depois, num movimento violento ou revolucionário, invertem o sentido em que caminhavam.

O que pretendo dizer é bem demonstrado no movimento pendular da política, exemplificado em dois modelos:

Como se vê na figura, o movimento do pêndulo é impulsionado por duas forças (tendências) contrárias que atuam à vez, as "nacionalizações" e as "privatizações".

A forma de sabermos em que direção caminhamos torna-se assim fácil de identificar. Basta ver num determinado momento qual a tendência predominante "nacionalizações" ou "privatizações".

Quanto mais desequilibrado forem estas forças contraditórias mais alto vai o pendulo num dos extremos.

Quando o pêndulo atinge o ponto mais alto num dos lados só pode começar a descer e vai a toda a velocidade na direção do outro extremo.

Na impossibilidade de impedir este movimento pendular da política e das sociedades, o ideal seria que estes movimentos não atingissem os extremos, portanto que as amplitudes sejam pequenas. É o que se vai conseguindo com sucesso nos países mais desenvolvidos, nas democracias participativas.

Conclusão

Vejamos a situação de Portugal. Com esta explicação, e lendo as notícias da política nacional, todos percebem em que direção caminhamos neste momento.

O pior é que vamos com tante força que vamos seguramente atingir o ponto mais alto de um dos extremos, portanto com grande potencial para inverter o movimento e caminhar depois a grande velocidade para o extremo oposto.

Como expliquei, Portugal tem todas as caraterísticas dos países subdesenvolvidos, em que o pêndulo tem grandes amplitudes.

Tanto pior para nós. Vejam no lado direito do modelo 1 no que nos vamos tornar.

Isto vai estar melhor para uns quantos e muito mal para quase todos.

publicado por eu-calipto às 22:02

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Domingo, 23 de Fevereiro de 2014

Portugal está melhor

É uma evidência revelada por imagens.

Portugal está muito melhor em 2014 do que estava em 2012.

Não se diz que uma imagem vale mais do que 1000 palavras?

Então discussões para quê?

Para alguns o país está melhor, muito melhor.

 

Infelizmente eu não posso confirmar esta realidade.

Talvez porque não visto avental nem engulo hóstias.

Também, esses preços eu nunca pagaria.

Depois de escrever este post ouvi na televisão:

"Portugal está melhor,

Os portugueses estão pior,

Marcelo está na mesma"

publicado por eu-calipto às 18:59

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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Praxes e duxes - uma porca trapalhada

As perguntas e as respostas:

Vamos por partes.

Morreram 6 jovens na praia do Meco ou não? - sim

Houve um sobrevivente que assistiu a tudo? - sim

O sobrevivente fala com detalhe de tudo o que aconteceu? - não 

Os outros estudantes da mesma universidade dão explicações esclarecedoras sobre as práticas das praxes? - não 

É normal 7 jovens irem para uma praia à 1h da madrugada num dia de chuva e forte temporal no mar, sentarem-se na areia na zona de rebentação (versão do sobrevivente e dos outros estudantes que dizem que não assistiram a nada) ? - não 

 Agora as duas possibilidades principais 

1 - Foi um acidente

Porque razão num acidente só sobreviveu o chefe do grupo?

Porque razão o sobrevivente, chefe do grupo, parece ter muita dificuldade em dar explicações claras e credíveis?

Porque razão o sobrevivente não se junta solidariamente às famílias das vítimas?

Se os colegas se sentaram na praia em zone perigosa, porque razão o sobrevivente não os avisou do perigo ou não os impediu de o fazerem?

2 - Foi um crime por negligência 

O sobrevivente teria obrigado as vítimas a correr riscos desnecessários, portanto seria de certo modo responsável pelo que aconteceu.

Como pode o sobrevivente ficar com a consciência descansada o resto da vida, mesmo que a justiça e a verdade nunca venham a revelar-se?

Sendo o sobrevivente o culpado, não seria melhor para a sua consciência admitir as suas responsabilidades e assumir todas as consequências, incluindo o ser preso ou ter de pagar um indemnização aos pais das vítimas? Pelo menos era mais honesto e melhor compreendido. Um momento de estupidez pode acontecer a qualquer um, mas terá de aceitar as consequências do seu erro.

Conclusão

Se o sobrevivente estiver 100% inocente na culpa da morte dos colegas era melhor para ele falar abertamente com os pais das vítimas e contribuir para a paz interior dele próprio e dos familiares dos outros.

Se for culpado não seria também melhor ao esclarecer toda a verdade e assim contribuir para evitar brincadeiras perigosas e assassinas no futuro?

 

Um cão é um cão, mas evita certas "praxes".

Outros comentários

Seriam todos mais honestos se admitissem que tinham feito uma praxe para além do razoável e que as coisas tinham corrido mal. Claro que não tinha sido de propósito, tal como acontece com aquelas pessoas que são colhidas nas passagens de nível pelos comboios a alta velocidade. Acontece que aos homens adultos cabem responsabilidades de evitar certos perigos para si próprios e sobretudo para terceiros. É por isso e não por outros motivos que há multas e penalizações para quem conduz um automóvel a 200 km por hora, a quem dispara uma caçadeira sobre alguém da família quando está a fazer a limpeza depois da caçada.

O que escreveu Daniel Oliveira (para quem não leu no Expresso)

"Naqueles rituais violentos e humilhantes, [os caloiros] conhecem pessoas e sentem-se integrados num grupo. Eles são, naquele momento, rebaixados da mesma forma. Não há discriminações. São todos "paneleiros", "putas", "vermes". Na sua passividade e obediência, não se distinguem. Até, quando deixarem de ser caloiros, terem direito à mesma "dignidade" de que gozam os que bondosamente os maltrataram. Aceitam. Porque, como escrevia Jean-Paul Sartre, "é sempre fácil obedecer quando se sonha comandar". Sim, a praxe integra. A questão é saber em que é que ela integra. Porque a integração não é obrigatoriamente positiva. Se ela nivela todos por baixo deve ser evitada a todo o custo. Perante o que é degradante os espíritos críticos distinguem-se e resistem. Não se querem integrar. (...) A praxe é a iniciação de uma longa carreira de cobardia. Na escola, perante as verdades indiscutíveis dos "mestres". Na rua, perante o poder político. Na empresa, perante o patrão. A praxe não é apenas a praxe. É o processo de iniciação na indignidade quotidiana."

publicado por eu-calipto às 18:43

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Domingo, 19 de Janeiro de 2014

Candidato às presidenciais

Passos acabou ontem por tirar o tapete a Marcelo relativamente à sua intensão de se candidatar à presidência da república. Passos pretende um candidato que não seja um “protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou um catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização”. Talvez prefira um Durão Barroso.

Para Marcelo isto já não novo. Para quem já mergulhou nas águas do Tejo, cheias de porcaria naquela época, perto da Torre de Belém, quando foi candidato derrotado à presidência da Câmara de Lisboa, entrar no caixote do lixo de Passos não é nada.

Marcelo terá de se contentar em continuar a vender peixe estragado no mercado da TVI aos domingos à noite. É a vida!

Talvez agora comece a ter umas opiniões mais imparciais. Até pode ter sido bom.

Há um velho ditado que eu sigo com atenção:

"Cada insucesso diz-nos que algo ainda tínhamos por aprender".

Passos tem medo de quem pensa pela sua própria cabeça e prefere um oportunista fiável, que em troca de uma boa mesada não lhe levante problemas, o que não seria o caso de Marcelo.

publicado por eu-calipto às 23:13

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Quarta-feira, 1 de Janeiro de 2014

Bom ano para uns e mau ano para outros

Bom ano de 2014, com saúde, emprego e poucos cortes (só para as pessoas boas)

Infelizmente a crise quando chega não é para todos. Não é como o Sol, que quando nasce é mesmo para todos.

A electricidade vai aumentar 2,8 % quando a inflação prevista é de 1 % e os salários diminuem até 5 %.

Bom, mas se a electricidade aumenta deixemos de ter fogões e aquecedores electricos e passemos para gás.

Azar dos azares. O gás também vai aumentar 2,8 %.

Coincidência?

Nestas coisas não há coincidências. Tanto a electricidade como o gás são comercializados em exclusivo por uma única empresa – a EDP do Sr. Mexia.

Está bem. Se eles aumentam é porque a empresa deve estar a dar prejuízo.

Nada disto! A EDP foi uma das empresas que teve maiores lucros em Portugal e o preço da electricidade é dos mais caros da Europa.

Então porque alimentamos estes pançudos?

Resposta: -Porque não temos alternativa! São os mesmos a vender a electricidade e o gás. Monopólio exclusivo.

Além do mais têm de dar um ordenado de  45 000 Euros por mês ao Sr. Catroga (ainda acumula com a pensão), que pouco ou nada mais faz do que mandar bitaites. http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2230990&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA

Votos de um péssimo ano de 2014 e de grandes dores de barriga para o Sr. Mexia e para quem lhe dá apoio político.

publicado por eu-calipto às 19:40

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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013

Dívida ou dúvida?

Fala-se tanto na dívida, nas dívidas de uns países a outros, nos juros, nos empréstimos, nas contrapartidas, nisto e naquilo.

Dizem os bancos e os mercados, que Portugal deve isto e aquilo, mais os juros, mais as multas da Comissão Europeia.

Pois as contas são sempre feitas pelos credores, seja, pelos que têm mais poder e dinheiro.

O difícil é distinguir o que é justo e verdade, da contra-informação e do jornalismo de sarjeta.

Há um bom exemplo da manipulação feita por quem manda.

Portugal faz agora o papel do menino chorão, mas voltemos um pouco ao passado.

Angola e Moçambique eram colónias portuguesas. A partir de lá eram exploradas e exportados muitos produtos agrícolas e matérias-primas. Angola e Moçambique deviam muito dinheiro a Portugal. As exportações dos minérios, dos diamantes, do café e do caju, etc., eram sempre exportações de Lisboa, mas os gastos em compras de vinho, maquinaria velha, despesas de guerra, estradas, etc., eram sempre despesas das colónias. O dinheiro era diferente para não poder haver transferências.

Tinha de haver a tal dívida.

Mesmo assim Salazar amealhou muito, mas muito dinheiro e nem queria ouvir falar em independências, nem para os negros nem para os brancos. Angola era Portugal e ponto final (lembram-se da música "Angola é nossa").

Outro exemplo da história era a escravatura. Os escravos trabalhavam quase de graça para os seus senhores, mas feitas as contas por estes, os escravos estavam sempre em dívida para com os senhores. Era a alimentação, era a roupa, era o abrigo, era a educação e a saúde, tudo servia...

Quem define quem deve a quem? É quem decide o preço das coisas.

Ao desvalorizar o trabalho, este governo, a Miss. Sawps, o Durão Burroso e a Sra. Merkel e companhia limitada, querem que toda a gente lhes fique em dívida.

É o capitalismo selvagem no seu pior.

Podemos acreditar em tudo o que vem nos jornais, ou em tudo o que dizem os políticos e os comentadores?

Não, não podemos!

Oiçamos aqueles que já nada têm a ganhar ou a perder com a politiquice (Lobo Antunes, Pacheco Pereira, Soromenho Marques, Bagão Félix, tantos outros ...).

"Não me sinto obrigado a acreditar em um Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto e pretenda que não os utilizemos" (Galileu Galilei)

Muito menos podemos acreditar nos estarolas que nos governam e que querem fazer de todos nós estúpidos.

Exemplo: Despedem 600 trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo, com a hipótese remota de virem a readmitir 400. Anúncio de Aguiar Branco : "Criámos 400 novos postos de trabalho!".

(A guiar branco - só um bêbado a conduzir poderia dizer isto).

publicado por eu-calipto às 14:04

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Sábado, 9 de Novembro de 2013

Ironia do destino

Tudo o que temíamos que viesse do comunismo, como seja:

  - Ficarmos sem o nosso dinheiro e sem a nossa casa;

  - Trabalharmos de Sol a Sol com um salário miserável;

  - Quem não concordar e tem opinião diferente é perseguido com acusações inventadas e vê o seu nome exposto na praça pública;

  - Só os amigos de quem está no poder têm acesso aos bons empregos e é protegido:

  - Ser psicologicamente intoxicado com uma comunicação social dependente do sistema:

Tudo isto nos está a ser servido na bandeja do capitalismo selvagem.

Quem ficou a ganhar?

    No comunismo - os magnatas do petróleo e do armamento;

    No capitalismo - os magnatas das energias, das comunicações

    e do armamento.

Quem manda?

   No comunismo - a oligarquia vinda do poder militar anterior.

   No capitalismo - a oligarquia vinda dos bancos.


publicado por eu-calipto às 19:57

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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

Mercados ou ganância, oportunismo, agiotagem, ...

Toda a gente parece acreditar na justeza, qualidades morais e justiça perfeita, bom senso e equilíbrio dos mercados.

O mito de que os mercados não se enganam e não têm más intensões, está por provar.

Só por uma questão de fé se pode acreditar sem reflexão que os mercados são uma resposta justa e ajustada à realidade provocada por nós próprios, ou que nós nos pusemos a jeito para acontecer.

Vamos fazer um exercício mental seguinte:

Os mercados cobram juros baixos aos países de onde eles têm a garantia de receber o retorno dos empréstimos.

Quando os países têm reputação de seriedade duvidosa, os mercados cobram juros mais elevados, tanto mais elevados quanto maior for o risco de incumprimento.

Na tal suposição de os mercados serem inteligentes, justos e perfeitos, esses juros elevados são para compensar as perdas potenciais. Para o caso de não receberem a totalidade, eles devem assegurar maior lucro ajustado para compensar o risco e as perdas.

Se são realmente inteligentes e justos, calculam os valores em função das perdas que possam ocorrer de modo a não ficarem prejudicados.

Mas então, agora é que surgem as minhas dúvidas, se um país vier a cumprir totalmente os seus compromissos, acaba por devolver tudo o que pediu aos mercados, dando-lhe um lucro que eles nunca teriam com empréstimos seguros. Um excelente negócio para os mercados que pouco lucram com os países "sérios".

Aqui é que acho que começa a injustiça.

Se os devedores mais frágeis cumprirem, os mercados só deviam ficar com um lucro justo e não com lucro chamado especulativo, agiotagem, roubo.

Conclusão

Se as contas estão feitas para os mercados não perderem quando a dívida não é paga na totalidade, então não deve ser paga na totalidade.

A não ser que os juros demasiado elevados sejam para atingir outros fins, como sejam, obrigar os que pedem emprestado a pedir menos quantidade, pois não quero acreditar que seja por razões de castigo ou de aproveitamento das necessidades e fragilidades de quem tem de pedir.

Se a resposta for para limitar quem tem necessidade de pedir a não pedir muito, então bastaria definir uma regra de ninguém emprestar mais do que um certo valor.

Aliás é o que eu faço. Se um amigo me pede dinheiro emprestado, mas eu percebo, pela elevada quantia, que nunca me vai pagar, sendo amigo dele prefiro dizer-lhe que não empresto o que me pede, mas que lhe dou uma quantia inferior que me seja possível nunca receber. Assim mantenho o amigo, pois é uma certeza absoluta que se emprestarmos a quem nunca nos vai pagar, perdemos o dinheiro e o amigo.

publicado por eu-calipto às 08:48

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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013

Incêndios florestais

Para além da desinformação de Marcelo, temos uma muito boa informação prestada pelo jornal Público.

Como se protegem habitações em zonas florestais

Deve-se proceder à gestão de combustível numa faixa de 50 metros à volta das edificações ou instalações. A faixa é medida a partir da alvenaria exterior da edificação. Por combustível entende-se não apenas os matos mas também as árvores, que devem ser desramadas ou desbastadas até à distância mínima de pelo menos cinco metros entre o edifício e as copas das árvores e pelo menos quatro metros entre as copas das árvores.

http://publico.pt/floresta-em-perigo/prevencao

Estado gasta quase quatro vezes mais no combate do que na prevenção dos fogos

http://www.publico.pt/incendios-florestais/jornal/estado-gasta-quase-quatro-vezes-mais-no-combate-do-que-na-prevencao-dos-fogos-27004091

Pois nem eu nem muita mais gente tem dados para afirmar que há grandes interesses económicos ligados ao combate aos incêndios, mas que parece parece.

Em muitos casos as pessoas sabem que há um fogo a dirigir-se para a sua casa ou aldeia e ficam a olhar durante horas ou dias sem nada fazer. Não começam logo a limpar as ervas secas na proximidade das casas, limitando-se a esguinchar um fiozinho de água com uma mangueira de jardim e muita conversa para as televisões. Não limparam os matos ao redor das casas nem nunca vão limpar. Então deixem arder, pois sempre se poupa dinheiro e vidas de bombeiros. Mais valia dar os 74 milhões de euros para obras nas estradas florestais, limpeza de matos, ou até para pagar as casas que ardem.  

publicado por eu-calipto às 21:54

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